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Descrição:
Aula 14 do CURSO COMPLETO Orientando projetos e teses na perspectiva winnicottiana
Aula ministrada em 9 de junho de 2009 Gravada em CD de áudio MP3 - duração total: 1 hora e 4 minutos
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Trecho inicial da aula 14 Estudo do conceito de criatividade em Winnicott Pesquisa teórica em psicologia clínica e psicanálise Obs: primeiro parágrafo (abaixo) não foi captado na gravação em áudio.
Um dos conceitos mais interessantes de Winnicott é o conceito de criatividade. E este conceito tem neste autor uma peculiaridade interessante quando se pensa no campo da Psicanálise. Embora se fale muitas vezes sobre a questão da criatividade se observa que há com freqüência uma dificuldade de poder compreender mais profundamente o que Winnicott está apresentando como criatividade. Um dos aspectos importantes é que este conceito, neste autor, é primário, originário. Na psicanálise vamos encontrar que a criatividade é um subproduto, é uma decorrência de algo. Seja na perspectiva freudiana, que implica a criatividade compreendida como sendo toda fundada na questão da sublimação, portanto de destinos possíveis à pulsão. Ou na perspectiva de Melanie Klein, em que a criatividade vai ser compreendida mais como uma função defensiva reparatória. E há aqui há uma certa similaridade, do ponto de vista da concepção como algo defensivo, que se aproxima da concepção freudiana: já que esta pulsão não pode encontrar este objeto ela encontra um outro caminho mais assimilável para a cultura. O que nós temos é que habitualmente a criatividade é tratada na Psicanálise como fenômeno decorrente, produto de um funcionamento. Em Winnicott o conceito de criatividade é originário. Ou seja, é a sua própria compreensão do que se poderia chamaria chamar de condição fundante, originária, ontológica do ser humano: o ser humano é compreendido como ser criativo. Vamos ter um reposicionamento de toda compreensão da subjetividade humana a partir deste vértice, disto que define uma concepção. Alguns autores, inclusive Loparic, vão apontar que isto implica uma mudança de paradigma. Falar que o ser humano é originariamente criativo é explicar toda organização psíquica do ser humano como decorrente da criatividade. Quando na Psicanálise temos algo diferente: a criatividade é decorrência do funcionamento psíquico.
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