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Livro: Revista Ide nº 49 - O sonho e a pele

 
 
 
Livro: Revista Ide nº 49  -  O sonho e a pele

 

Revista Ide nº 49 - O sonho e a pele


Autor(es): 

Heloisa Helena Sitrângulo Ditolvo, Homero Vettorazzo Filho, Marion Minerbo

Editora:  .SBPSP - Sociedade Brasileira de Psicanálise - SP
Área(s): 

ISBN: 01013106


Páginas:224 pág.


Preço: R$ 40,00
  Disponibilidade: Por encomenda - envio estimado em 15 dias úteis + prazo do frete

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Descrição:


Carta-convite O SONHO E A PELE

“Há alguns anos, a revista Idilio, da editora Abril, dedicou uma de suas páginas à interpretação dos sonhos, intitulada ‘A psicanálise vai ajudá-la’. Era um momento em que os conceitos de ideias psicanalíticas se inseriram em todas as camadas sociais, e a referida página foi recebida com agrado pelo público feminino.”

Os anos referidos acima são 1948-1949, o lugar, Buenos Aires, e a frase pertence a Grete Stern, artista que ofereceu imagem às palavras que descreviam os sonhos que, redigidos em forma de cartas, foram enviados à revista pelas leitoras.

A leitura das palavras de Grete Stern despertou uma súbita satisfação em nosso íntimo psicanalítico, ao nos transportar em direção a uma das veredas percorridas pela psicanálise em tempos não tão remotos. Estava lá a psicanálise fora dos consultórios e acompanhada de sua alma, o sonho.

A observação das fotografias1, criadas a partir de sonhos, uma obra de arte, nos deu o que pensar. De pronto, somos os sonhadores. Sonhamos em imagens. Imagens fluidas, nebulosas, por vezes intimidativas e angustiantes, certamente belas, essencialmente insólitas, sempre enigmáticas e por tudo isso ou, para além disso, se arriscam, num átimo, a cair na vala comum do esquecimento.

Sonhos, para ganhar o mundo externo, recebem palavras.

Sobre as imagens oníricas nuas deitamos, como se fora uma pele, uma camada fina e flexível de palavras, interjeições, pontuações, vírgulas, que procuram conter e ordenar um caótico contexto imagético.

Sonhar nos põe em contato íntimo com essa fração de nosso ser tão genuíno e, certamente, subversivo. As palavras-pele, respeitando a natureza da imagem onírica, não apagam esse vigor transgressivo.

Vamos doravante deixar em repouso o sonhador e nos posicionar como quem ouve um sonho. Quando as palavras do sonhador chegam aos nossos ouvidos, transformamos palavras em imagem protagonizando uma notável metamorfose. Claro, não são imagens do sonhador, são as nossas, e talvez seja este um dos motivos que tornam tão singular e transformador o diálogo entre as imagens oníricas, palavras e pessoas, um encontro sempre dissonante e inconclusivo.

Agora, se esta experiência compartilhada está abrigada na sala de análise, o trânsito entre imagens e palavras estará subordinado à sintaxe psicanalítica, conferindo à ocasião um selo preciso, firme e, ao mesmo tempo, diáfano. É a psicanálise em corpo e alma.

Nós, ouvintes de sonhos, sabemos que a transposição de palavras para imagens, em vigília, não está sob a égide da vida inconsciente. Muita liberdade mental haveríamos de ter à nossa disposição para criar imagens tão surreais quanto nossa vida onírica é capaz de produzir. Possivelmente parte daí a inclinação ao mundo das artes, onde, de olhos bem abertos e guiados pela mão de artistas, aterrissamos em terreno onírico sem passaporte.

Vamos ao estúdio da fotógrafa acompanhar uma fração do processo de construção das imagens. Para criar uma fotografia a artista junta elementos inverossímeis; distorce uma perspectiva para criar o efeito de algo incerto; combina diferentes partes de um rosto, conseguindo expressões insólitas...2 Sim, um laboratório de sonhos. Inevitável não associar essa descrição à proposta de Freud sobre o processo de deslocamento e condensação envolvido na elaboração onírica.

Enfim, foi a partir desse mergulho nos “sonhos de Grete Stern” que emergiu o tema para nossa ide 49. Convidamos, então, todos vocês, caros colegas, que tanto já refletiram sobre sonhos, que dediquem mais uma vez seu pensamento psicanalítico agora direcionado a esse momento tão singular do encontro entre a imagem onírica e a palavra que a ela se associou. Ou, se preferirem, partir da palavra e sair em busca da imagem por ela despertada. Como sempre teremos, além do pensamento psicanalítico, a presença de reflexões vindas de outros lugares da cultura também construídas na convergência da imagem onírica com a palavra.
Cintia Buschinelli editora

Corpo editorial Heloisa Helena Sitrângulo Ditolvo, Homero Vettorazzo Filho, Marion Minerbo, Marta Úrsula Lambrecht, Ronis Magdaleno Junior, Silvana Rea

1 - Dentre as 140 fotomontagens publicadas na revista Idilio, 46 foram alvo da exposição “Os sonhos de Grete Stern: fotomontagens”, com curadoria de Jorge Schwartz no Museu Lasar Segall, em São Paulo, entre 4 de abril e 28 de junho de 2009.

2 - Esta descrição, que aqui se apresenta reduzida, pode ser encontrada no texto “Anotações sobre fotomontagem”, de Grete Stern, pp. 62-67 do catálogo da exposição.


Em pauta  -   O sonho e a pele 
    
Instantâneos: Sonho: figura com bicos de pássaro 13
    
Grete Stern: mulheres sonhadas - Adriana Astutti 14 
    
Uma paródia da psicanálise na terra do tango - Monica Mehler 30 
    
O sonho e as vísceras - Luciana Saddi 39 
    
Os caminhos da imaginação material - Silvana Rea 50 
    
O sonho da mulher do pescador - Orlando Hardt Junior 65
    
Experiência, imagem, pensamento-sonho - Cláudio Castelo Filho 69
    
O corpo do sonho - Eunice Nishikawa 77
    
Imagens oníricas e suas representações - Marisa Pelella Melega 99
    
Porvir que vem antes de tudo: reconciliação e conflito em Lavoura arcaica - Renato C. Tardivo 106
    
Psicanálise e mistério. O sonho de Nick Bantock - Heloisa de Morais Ramos e Mirian Malzyner 122
    
Sons para sonhar. Sonhos para ouvir: as radionovelas e a mágica da palavra falada no rádio - Thays Renata Poletto e Márcio Fernandes 135
    
A música enquanto sonho
A trilha sonora enquanto elemento onírico em De Olho bem fechados, de Stanley Kubrick - Leonardo Martinelli 148
    
Sonhação: o sonho sem pele - Eliana Rache 156
    
Artigos  
Os tempos do après-coup - Luis Carlos Menezes 165
    
O discurso de Roma: ponto de inflexão da psicanálise - Alan Victor Meyer 170
     
Algumas pontuações em torno das raízes socioculturais das compulsões - Bernardo Tanis 177
    
Resenhas
Desemaranhando fios - Eliana Rea Goldschmidt 195 
A quimera de Monomotapa - Any Trajber Waisbich 198 
Quando envelhecer é um desdobramento de si mesmo - Alessandra Ricciardi Gordon 201 
A cultura para psicanálise - José Antônio Sanches de Castro 205 
   
Cartas do leitor 210
Orientação Editorial e normal de publicação 218


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