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Livro: Revista ide nº 44 - Linguagem I

 
 
 
Livro: Revista ide nº 44 - Linguagem I

 

Revista ide nº 44 - Linguagem I


Autor(es): 

Diversos autores

Editora:  .SBPSP - Sociedade Brasileira de Psicanálise - SP
Área(s): 


Páginas:163 pág.


Preço: R$ 40,00
  Disponibilidade: Por encomenda - envio estimado em 15 dias úteis + prazo do frete

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Descrição:

ide 44 - Linguagem I

Editorial
Jassanan Amoroso Dias Pastore  5
 
Em pauta - Linguagem I 
 
Linguagem musical e psicanálise
Alfredo Naffah Neto / Ignácio Gerber 8
 
Histórias de linguagem e psicanálise
Deodato Curvo de Azambuja 15
 
Restituição da metáfora: A condição de linguagem na análise
Alan Victor Meyer / Sandra Lorenzon Schaffa 19
 
"Who´s there?": A desconstrução do intérprete segundo a situação psicanalítica
Nelson da Silva Junior 25
 
Novas liras para novas canções: Reflexões sobre a linguagem em Nietzsche
Scarlett Marton 32
 
A palavra e seus poderes em Freud
Daniel Delouya 40
 
Sartre, linguagem e psicanálise
Camila Salles Gonçalves 45
 
"Mesmo que não comunique nada..."
Yeda Saigh 51
 
Linguagem em psicanálise: Gênese e significação
Marisa Pelella Mélega 56
 
A escuta da palavra
Dominique Clerc 60
 
Os dilemas da língua humana: Fragmentação, composição, concentração
Luiz Carlos Uchôa Junqueira Filho 79
 
A poesia da vida cotidiana
Edival Perrini 85
 
Escrever em corpos, escrever no papel
Sérgio Telles 90
 
Segredos de família em exposição: Psicanálise e linguagens da arte contemporânea
João A. Frayze-Pereira 96
 
Reality game: Violência contemporânea e desnaturação da linguagem
Marion Minerbo 103
 
Fito-me frente a frente
Liana Pinto Chaves 108
 
Artigos 
 
Três é demais
Wagner Francisco Vidille 114
 
O eclipse do divino e a psicanálise
Odilon de Mello Franco Filho 118
 
Entrevistas 
 
Isaias Melsohn
Linguagem e percepção no processo analítico 126
 
Debate
ide 43: Biotecnologia 138
 
Publicações  
 
Uma escrita autoral e dionisíaca
Marcio de Freitas Giovannetti  150
 
Da imagem à palavra: Os primórdios da construção do pensamento
Regina Maria Rahmi 152
 
A violência: Um assunto de todos
Susana Muszkat 154
 
O que temos feito com as marcas do tempo?
Beatriz Helena Peres Stucchi 156
 
Orientação editorial e Normas para publicação 160

44 - Linguagem I

Editorial
Jassanan Amoroso Dias Pastore

Dando continuidade à linha editorial da ide, marcada desde a parceria com Magda Guimarães Khouri, a quem somos gratos pela imensa contribuição nos três números anteriores, o atual grupo editorial elegeu, para o presente número, o tema Linguagem – tão fundamental para se pensar o sujeito na Psicanálise – como mote para a nossa interlocução com os demais campos do conhecimento.

A idéia de que o sujeito é um ser de linguagem suscitou em nós o ensejo de trazer à luz e refletir sobre o lugar e a função da linguagem num mundo em que nos confrontamos com a possibilidade de degradação da palavra e com um questionamento de sua potência. Buscamos a aproximação com manifestações de linguagem singulares, emergentes na cultura contemporânea, para dizer aquilo que, pela linguagem, opera no nosso fazer clínico e produz teorias.

Segundo alguns pensadores, o que melhor definiria o ser humano é o fato inestimável da fala, o que o caracteriza como um "animal simbólico". Nesse registro, procuramos indagar e pensar, por meio dos diversos textos, sobre a natureza dos fios que tecem a malha das relações humanas, das relações entre dois corpos em presença e que se falam.
São discutidas as questões relativas tanto à atividade de linguagem que nos é própria, enquanto psicanalistas, como também ao estatuto do discurso psicanalítico e o lugar que ocupam, nesse discurso e em nossa prática, a metáfora, a metonímia e a alegoria.

O que sustenta a palavra – gerada por uma série de transportes – em sua articulação com o silêncio dos "sentires"e das sensorialidades na sessão de análise é a linguagem própria da relação paciente-analista, construída, passo a passo, por meio da intimidade da dupla.

Falar não é ver, alerta-nos Maurice Blanchot, em seu livro A conversa infinita: A palavra plural (2001). Na singularidade de cada análise, o falar se aproxima de buscar, tornear, dar a volta, rodear. Encontrar um canto é tornear o movimento melódico, fazê-lo girar, sem idéia de finalidade ou parada. Essa busca seria da mesma espécie que o erro. O erro é sem caminho, é força árida que desenraiza a paisagem e devasta o deserto. Errar é voltar e retornar, abandonar-se à magia do desvio. E, para enfrentar tal desafio, enfatiza Blanchot, é preciso ser daimon, "pequeno demônio"que é promessa de homem.

Se contar é uma maneira de errar, será na errância do discurso poético que acompanharemos nossos pacientes em nossa prática clínica. Os tropeços da fala – produtores de novos sentidos –, por romperem com a homeostase subjetivante do princípio do prazer, abrem brechas que conduzem para a alteridade. Da ambigüidade essencial da palavra nasce a verdade do desejo.

A linguagem metafórica, ao colocar a natureza do conhecimento mais próxima da interpretação do que da explicação, desestabiliza conceitos, verdades e permite ao sujeito reescrever sua subjetividade por meio de novas metáforas. Aí podemos localizar o discurso psicanalítico, ao produzir um manejo da linguagem que é caminho para a crítica da verdade e do conhecimento. Manejo que busca não só desconstruir certezas e convicções como também desfazer a ilusão da palavra plena. Busca da inverdade, da incerteza, da in-ciência.

Uma série de acasos marca a feitura desta revista, particularmente deste número. Para nossa surpresa, uma vasta gama de colaboradores nos presenteou com delicados textos, articulados com densidade e maestria, o que nos proporcionou o desdobramento da temática Linguagem em dois números. Prosseguindo e ampliando nossas incursões rumo a uma escuta sensível de abertura perante diferentes pensamentos, teremos, na próxima ide, Linguagem II.

RESUMOS

Histórias de linguagem e psicanálise
Deodato Curvo de Azambuja

O autor pretende mostrar, através de algumas histórias, onde está a essência da Psicanálise. Propõe que está na revelação, ou na busca do sentido dos sentidos das várias linguagens emergentes na situação analítica.

Palavras-chave
Linguagem. Psicanálise. Revelação. Sentido. Sentido dos sentidos.

Restituição da metáfora: A condição de linguagem na análise
Alan Victor Meyer / Sandra Lorenzon Schaffa

A partir do trabalho de supervisão de um material clínico, os autores discutem a intervenção do supervisor, que focaliza o caráter insuportável do psíquico para um paciente. O reconhecimento dessa condição se dá por meio da ambigüidade testemunhada pela analista no seu contato com a vida psíquica do analisando. Discutimos as implicações técnicas dessa intervenção, que nos permitiu refletir sobre "o problema da incidência técnica da violência do psíquico sobre a condição de linguagem
na análise", como poder metafórico de sustentação da situação analítica.

Palavras-chave
Fala. Linguagem. Metáfora. Sonho. Técnica psicanalítica.


"Who´s there?": A desconstrução do intérprete segundo a situação psicanalítica
Nelson da Silva Junior

O lugar do analista o expõe a uma estrutura de desconhecimento constitutiva de sua escuta. A partir da crítica heideggeriana à recusa metafísica de pensar seu próprio fundamento infundado, procuramos demonstrar como essa recusa se traduz em modelos do intérprete essencialmente incompatíveis com o lugar do analista. Segundo nossa hipótese, a energética freudiana pode dar origem a uma hermenêutica não metafísica, cujo modelo de intérprete não exclui a idéia de uma recepção do sentido.

Palavras-chave
Desconstrução. Hermenêutica. Metafísica. Recepção do sentido. Situação analítica.

Novas liras para novas canções: Reflexões sobre a linguagem em Nietzsche
Scarlett Marton

Este artigo pretende mostrar que a crítica que Nietzsche faz da linguagem se acha na base da sua crítica da noção de verdade e de uma certa concepção de conhecimento.
Conta fazer ver também que ele estabelece estreito vínculo entre pensamento, linguagem e consciência, para a partir daí combater a metafísica. Por fim, sustenta a tese de que Nietzsche não é um pensador que se debate nas redes da linguagem, mas o filósofo que a faz voltar-se contra si mesma, para criar uma nova linguagem.

Palavras-chave
Conhecimento. Consciência. Linguagem. Nietzsche. Verdade.

A palavra e seus poderes em Freud
Daniel Delouya

Um tratamento psíquico, da alma, afirma Freud em 1890, só é possível por meio das palavras, e desde que se devolva a elas o seu feitiço originário. A ação de palavras, seu poder e suas relações com a matéria, a produção e o tratamento da alma estão no cerne das preocupações de Freud desde 1890 até 1939.Neste trabalho retomamos em forma de notas alguns desses eixos.

Palavras-chave
Alucinação. Imagens de movimento. Representação-coisa. Representação de palavra.

Sartre, linguagem e psicanálise
Camila Salles Gonçalves

A autora trata da relação entre linguagem e psicanálise existencial na filosofia fenomenológica de Sartre e discute dificuldades que surgem quando se tenta abordar as teorias de Sartre a respeito da escrita, a partir de conceitos lingüísticos.

Palavras-chave
Eu. Linguagem. Palavra. Psicanálise existencial. Signo.

"Mesmo que não comunique nada..."
Yeda Saigh

A autora oferece algumas reflexões propositivas sobre as relações entre langue [fr.], linguagem e psicanálise, considerando a experiência cotidiana em que nos confrontamos com a "vida das palavras"na fala de todos os dias e, também, com referência ao uso que Lacan deu às intuições lingüísticas de Ferdinand de Saussure.

Palavras-chave
Lacan. Língua. Linguagem. Psicanálise. Saussure.


Linguagem em psicanálise: Gênese e significação
Marisa Pelella Mélega

A autora vale-se do ensaio de D.Meltzer (1984) para se aproximar de questões como a função e a gênese da linguagem e também para delimitar o que a psicanálise entende por linguagem. Traz à tona um debate entre dois espectros metodológicos da lingüística, a saber a questão mente- corpo vista por Skinner, Chomsky e Katz e a questão da "mística cósmica"de Whorf e Sapir. Discorre acerca do desenvolvimento da linguagem nas crianças e enfatiza a relação da linguagem com a imagem, exemplificando-a por um meio de um poema.

Palavras-chave
Gênese. Imagem. Linguagem. Significação.


A escuta da palavra
Dominique Clerc

A escuta do analista não é solicitada apenas pela sonoridade das palavras, também o é pelo visual que elas mostram e pelo desconhecido que elas designam. O espaço da transferência é para o analista um lugar intermediário onde se formam imagens e construções, prévias a toda interpretação.

Palavras-chave
Contato. Imagens de palavra. Representação de coisa. Representação de palavra. Transferência.

Os dilemas da língua humana: Fragmentação, composição, concentração
Luiz Carlos Uchôa Junqueira Filho

O surgimento no ser humano da função de linguagem e o desenvolvimento
das línguas são fenômenos que podem ser analisados correlativamente. Tendo como pano de fundo as "necessidades lingüísticas"do processo psicanalítico, este artigo pretende sugerir que alguns mecanismos básicos comandam tanto a evolução das línguas como a criação de uma linguagem particular entre analista e analisando. Três desses mecanismos são apresentados: a fragmentação, a composição e a concentração. Para ilustrá-los, é lembrada a questão da origem das línguas, o surgimento das línguas crioulas, a concentração lingüística no mundo globalizado e a referência sucinta a uma situação clínica.

Palavras-chave
Composição. Concentração. Fragmentação. Linguagem e língua.

A poesia da vida cotidiana
Edival Perrini

O autor propõe olhar a metáfora como uma estrutura de pensamento tetradimensional, no modelo proposto por Meltzer, capaz ser apreendida por uma mente com igual expansão estrutural. A presença desta sintonia permite, através do sentido metafórico, uma sensibilidade especial para a poesia (e a arte) presente na vida cotidiana.
Propõe também, a partir do poema de Gilberto Gil (1981) "Se eu quiser falar com deus", acompanhar os tempos da criação artística: sonho, luto e reparação criadora.

Palavras-chave
Arte. Criação artística. Estrutura da mente. Metáfora. Poesia.


Escrever em corpos, escrever no papel
Sérgio Telles

O autor mostra como o filme O livro de cabeceira, de Peter Greenaway, ilustra dois importantes temas teóricos. Primeiro, as vicissitudes do complexo de castração da personagem feminina, decorrentes das especificidades do desejo paterno; segundo, os processos de formação simbólica.

Palavras-chave
Complexo de castração. Desejo do Outro. Objeto. Representação. Símbolo.


Segredos de família em exposição: Psicanálise e linguagens da arte contemporânea
João A. Frayze-Pereira

O artigo examina o manejo do tema da família no campo da arte contemporânea, considerando algumas obras em exposições visitadas pelo autor nos últimos anos. Tais mostras revelam a posição do artista contemporâneo como crítico de sua época. Nessa medida, os artistas recorrem à fotografia, ao cinema, ao vídeo e às instalações como linguagens privilegiadas para trabalhar formativamente com o transitório, a precariedade e a parcialidade de todas as situações. É sugerida a relação entre a
postura interpretativa dos artistas e certo modo de trabalhar na psicanálise
contemporânea.

Palavras-chave
Arte contemporânea.Arte-psicanálise. Família. Linguagens visuais.


Reality game: Violência contemporânea e desnaturação da linguagem
Marion Minerbo

A autora relaciona a violência contemporânea e a desnaturação da linguagem a partir de uma interpretação do filme Laranja mecânica. Este exibe um tipo de violência lúdica, um reality game, uma brincadeira de verdade, que tem como condição de possibilidade a fragilidade do símbolo. A violência, no filme, é ao mesmo tempo uma representação, uma brincadeira, e é a própria coisa, pois os protagonistas realmente matam pessoas.
O filme mostra também o que acontece quando o laço simbólico que une um significante a um significado é desfeito. O significante continua existindo, mas esvaziado de seu significado original, ou então, significando outra coisa. Esta fratura do símbolo altera nossa sensibilidade, determinando um novo tipo de violência, determinado pela miséria simbólica.

Palavras-chave
Desnaturação da linguagem. Miséria simbólica. Reality game.
Violência contemporânea.

 

Fito-me frente a frente
Liana Pinto Chaves

O texto utiliza-se do filme Infiel, dirigido por Liv Ullmann, para fazer uma aproximação com a construção de um espaço analítico: a premência para falar e ser ouvido, para narrar uma história pessoal dramática que encontra uma escuta atenta e engajada. É abordada a luta pela expressão numa e noutra situação – na obra de arte e no processo analítico.

Palavras-chave
Escuta. Identificação. Narração.


Três é demais
Wagner Francisco Vidille

Resumo
O autor apresenta reflexões psicanalíticas sobre a ausência, na linguagem tradicional de determinadas tribos indígenas da Amazônia, de vocábulos para expressar os números 3, 4, 5, 6 etc. Supõe que o vazio vocabular a partir do numeral 2, observado entre os grupos ianomâmis estudados in loco, é um fenômeno lingüístico relacionado à interdição edípica.

Palavras-chave
Antropologia. Complexo de Édipo. Ianomâmis. Número três.


O eclipse do divino e a psicanálise
Odilon de Mello Franco Filho

Este trabalho toma como eixo temático o livro de Richard Elliot Friedman, intitulado O desaparecimento de Deus: Um mistério divino.Neste ensaio, Friedman faz uma leitura dos relatos bíblicos, considerando que eles estão reunidos por uma idéia central que faz referência a um Deus que, inicialmente muito próximo do cotidiano dos homens, passa a se afastar do contato direto com eles. Esse desenvolvimento sugere, para o autor, que o sagrado e o humano vivem um conflito. O "desaparecimento"de Deus é, por outro lado, oportunidade para o ser humano se apropriar de sua natureza como criatura.
Nosso texto faz um paralelo entre esse conflito e a situação do homem perante o Inconsciente, ou seja, com aquelas partes "ocultas"que o determina e com as quais está sempre em conflito.

Palavras-chave
Crença e não-crença. Deus. Inconsciente. Psicanálise e religião. Religião.


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Livro: Revista ide nº 44 - Linguagem I  
 
 
   
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