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Descrição:
A obra analisa os transtornos mentais por meio do estudo do cinema
Artmed editora lança livro inédito no mercado nacional, voltado para estudantes de saúde mental e interessados em cinema ou psicopatologias
Em tarefa pioneira, J. Landeira-Fernandez e Elie Cheniaux escreveram “Cinema e Loucura”, novo livro da Artmed Editora. Os autores estudaram os personagens do cinema clássico e moderno para auxiliar o leitor a compreender os mecanismos dos transtornos mentais retratados nos mais diversos filmes. “O cinema já vem sendo utilizado com certa frequência em várias universidades do Brasil e do exterior como um importante recurso acadêmico. Filmes podem motivar o aluno, aumentando seu entusiasmo para a compreensão de conteúdos complexos na área da psicopatologia, tornando o aprendizado mais agradável”, contam Landeira e Cheniaux.
A ideia para a obra surgiu após os autores notarem o pouco acesso que os estudantes de psicopatologia, psicodiagnóstico e de outras disciplinas da área de saúde mental têm aos exemplos clínicos representativos dos sintomas de transtornos mentais. No entanto, o livro é de interesse não apenas dos estudantes acadêmicos, mas também de todos aqueles que se interessam por cinema e saúde mental e, por isso mesmo, foi escrito com uma linguagem simples e acessível. Segundo os autores, “mesmo pessoas que já possuam um alto nível de conhecimento sobre os transtornos mentais podem se interessar pelo livro, pois este traz um panorama de como a sétima arte tem retratado o adoecimento mental. Acreditamos ainda que o livro possa interessar ao leigo que tenha curiosidade sobre o assunto ou queira adquirir algum conhecimento sobre psicopatologia”.
Para que pudessem ter como resultado uma obra que envolvesse a grande maioria dos transtornos mentais ligada aos personagens do cinema, Landeira e Cheniaux gastaram aproximadamente três anos vendo e revendo filmes que já conheciam e indicados por colegas e alunos, ou que foram sendo descobertos por meio de contínuas pesquisas sobre o assunto. “Vários filmes foram interrompidos várias vezes para que anotações fossem feitas ou para que uma mesma cena fosse revistas com mais detalhe. Em seguida, as anotações sobre os filmes se transformavam em textos que abordavam especificamente a questão dos transtornos mentais”, explicam eles. Todo o processo foi feito de forma a criar um livro com o maior embasamento teórico e clínico possível, sem perder a clareza e a objetividade da leitura de textos necessárias para o público geral.
Um dos aspectos mais interessantes de “Cinema e Loucura” é a percepção da representação muito ou pouco fidedigna dos transtornos mentais pelas produções cinematográficas.
Como exemplo, os autores citam o filme “como se fosse a primeira vez”, o qual consideram um exemplo de grosseira distorção de como é de fato um transtorno mental. “A personagem da atriz Drew Barrymore no filme, depois de sofrer um traumatismo craniano num acidente de carro, perde a memória sobre o que acontece a cada dia quando vai dormir. No entanto, nos pacientes reais que sofrem de um transtorno amnéstico, a perda da memória se dá de forma contínua, durante o dia inteiro, minutos após o registro de uma informação nova”, afirmam Landeira e Cheniaux. Ainda defendem a existência de filmes que obtiveram um ótimo resultado ao retratar os transtornos. “O filme Farrapo humano (1945), do diretor Billy Wilder, que deu o Oscar de melhor ator para o Ray Milland, retrata muito bem o alcoolismo, apresentando, inclusive, uma cena com um quadro de delirium tremens, que representa uma grave síndrome de abstinência ao álcool”, finalizam os inovadores escritores do título nacional.
Sobre os autores J. Landeira-Fernandez: Mestre em Psicologia Experimental pela USP. PhD em Neurociências e Comportamento pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Diretor do Núcleo de Neuropsicologia Clínica e Experimental (NNCE). Professor do Curso de Psicologia da Universidade Estácio de Sá (UNESA). Professor da Graduação e do Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica da PUC-Rio. Elie Cheniaux: Médico pela UERJ. Especialista em Psiquiatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Mestre e Doutor pelo IPUB/UFRJ. Pós-doutor pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE) da UFRJ. Professor Adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ. Professor do Programa de Pós-graduação em Psiquiatria e Saúde Mental do IPUB/UFRJ. Membro associado e docente da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro (SPRJ).
Diferenciais • Livro sem similar no mercado nacional • Aborda os principais transtornos mentais apresentados no DSM-IV e na CID-10 • Analisa os personagens de mais de 180 filmes • Linguagem acessível – indicado não apenas para estudantes e profissionais das áreas de saúde mental, mas para todos os interessados por cinema.
INFORMAÇÕES EXTRAÍDAS DO SITE www.bandrs.com.br
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