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Livro: Revista ide nº 45 - Linguagem II

 
 
 
Livro: Revista ide nº 45 - Linguagem II

 

Revista ide nº 45 - Linguagem II


Autor(es): 

Editora:  .SBPSP - Sociedade Brasileira de Psicanálise - SP
Área(s): 


Páginas:167 pág.


Preço: R$ 40,00
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Descrição:

ide 45 - Linguagem II

Editorial
Jassanan Amoroso Dias Pastore  5
   
Em pauta - Linguagem II  
   
A linguagem e o trabalho de luto na rememoração
Luís Carlos Menezes 8
   
Ironia(s) em Freud: Da escrita à ética
Ines Loureiro 13
   
Teoria e narração na linguagem dos Estudos sobre a histeria
André Medina Carone 20
   
O que falar quer dizer?
Dominique Fingermann 24
   
Em busca das palavras perdidas: Corpo-carcereiro da mente nos distúrbios alimentares
Marina Ramalho Miranda 28
   
As linguagens da criança e a psicanálise
René Diatkine 35
   
A máscara e os sentidos da fala na linguagem do cotidiano: Ressonâncias na psicanálise e na fonoaudiologia
Rejane Camara Cutrim 45
   
Estados primitivos da mente: Poema e polêmica
Luís Antônio de Oliveira Silva / Mariângela Mendes de Almeida 52
   
Ensaio sobre a linguagem e uma práxis psicanalítica
Waldo Hoffmann 56
   
Origens românticas da psicanálise: Linguagem e sua consecução
Paulo Cesar Sandler 64
   
A força da linguagem
Laurent Danon-Boileau 70
   
Aquém e além da linguagem: O que observa o observador psicanalítico da relação mãe-bebê
Leda Beolchi Spessoto 103
   
Sobre o uso da linguagem na psicanalíse
Osmyr Faria Gabbi Jr. 109
   
A ingenuidade de um perverso: Linguagem e erotismo em Nabokov
Eliane Robert Moraes 115
   
O desejo e a obra literária
Cleusa Rios P. Passos 120
   
Artigos  
   
"O espelho", no mito de Narciso, em Machado de Assis e em Guimarães Rosa
Homero Vettorazzo Filho 130
   
Entrevistas  
   
Ricardo Barreto
Linguagem eletrônica e psicanálise 140
   
Debate
  
   
É possível uma psicanálise da tecnologia ou uma tecnologia da psicanálise?
Yusaku Soussumi 150
   
Publicações   
   
Entre a lei e o desejo
João de Fernandes Teixeira 160
   
Psicanálise e história das mentalidades
Luiz Carlos Uchôa Junqueira Filho 162
   
   
Orientação editorial e Normas para publicação 165
   
   

Editorial
Jassanan Amoroso Dias Pastore

Este número contém os desdobramentos de um diálogo iniciado no número anterior, em que procuramos investigar a temática Linguagem sob três eixos: o lugar e a função da linguagem, num mundo em que há um questionamento acerca da potência da palavra; a atividade de linguagem que nos é própria, enquanto psicanalistas; e o estatuto do discurso psicanalítico.

Se a psicanálise busca a sua alétheia, a verdade do desejo, e se, no enigma do desejo, verdade e engano são elementos complementares, podemos dizer que é na dimensão do equívoco que a verdade faz sua emergência. O acento, na procura da verdade, recai sobre o âmbito da subjetividade, enquanto abertura para o ser e o pensar. O discurso do sujeito psicanalítico se desenvolve, por conseguinte, no registro do erro e da visitação pelo desconhecido. Na nossa prática clínica, a linguagem se insinua, exatamente, no momento em que o discurso falha. Daí que o não-dito e suas significações não se encontrem excluídos da linguagem.

É em torno de uma concepção transformadora que transita entre os contrários memória e esquecimento, produzindo como que uma invenção da verdade, que se estrutura a palavra "poética" – abrigo da ambigüidade, do paradoxo, da dialética e do luto. Nessa concepção de memória, implicada no processo analítico, é que Freud fez questão de insistir, lembra-nos Luís Carlos Menezes.

Diversos autores nos contam que o discurso psicanalítico, em sua territorialidade, estabelece descontinuidades sobre o contínuo da parole e, assim, permite que um mesmo enunciado assuma significações diversas, de acordo com o contexto discursivo em que emerge. A partir deste poder singular do diálogo analítico, o de deslocar-se na linguagem, dá-se a tessitura da trama metafórica.

A talking cure é a fala destinada ao outro/analista e inscreve a descarga da verbalização no espaço da transferência. Nesse espaço é mister lidar com a repetição que, ao insistir primariamente como força de desligamento, deve ser posta a serviço da manifestação da vida, da expressão dos dilemas pulsionais e das vicissitudes do desejo.

Alguns textos procuram pensar a natureza e as raízes corporais da linguagem. Poderíamos também dizer que muitas narrativas que escutamos em nossos consultórios estão mais próximas da cena, enquanto montagem fantasmática, do que do relato propriamente dito. Escutar essas narrativas encenadas é levar em conta a fala, a partir do real do corpo pulsional.

A linguagem freudiana, segundo Marilene Carone, por transitar entre a palavra cotidiana e o conceito, tornou porosa a convivência entre a especulação teórica e a prática clínica que se desenrola por meio da fala espontânea do paciente e de suas associações livres, de modo que a construção teórica se encontra entranhada da experiência vivida pela dupla analista/analisado. André Carone, dentre outros colaboradores, nos convida a conceber o método psicanalítico como essa busca, constante e incessante, de conexões clínicas e teóricas que partem de investigações e semeiam o terreno comum de uma espessa malha de hipóteses. O inconsciente freudiano, em sua radicalidade, está sempre prestes a se reinventar a cada vez que o sujeito se arrisca a tomar a palavra.

Alguns textos tratam da especificidade das linguagens da criança e das modalidades de intervenção lúdica do analista. Na aproximação com manifestações de linguagem singulares, emergentes na cultura contemporânea, realizamos a entrevista sobre linguagem eletrônica com Ricardo Barreto, que nos surpreendeu com os alcances possíveis do mundo virtual nos dias atuais.

Na tentativa não só de resgatar a origem editorial da ide – que gira em torno do diálogo entre psicanálise e cultura– e sua importância na abertura de fronteiras para o pensamento como também de discutir as articulações entre linguagem e cultura envolvidas na produção de novas subjetividades, desenvolveremos o tema Cultura no próximo número.

Jassanan Amoroso Dias Pastore


RESUMOS

A Linguagem e o trabalho de luto na rememoração
Luís Carlos Menezes

O essencial do processo analítico visa livrar o paciente de reminiscências que têm a tenacidade do sintoma e que o fazem sofrer, limitando-o severamente em suas possibilidades de vida. Estas impõem uma atualidade alucinatória ao processo analítico e na qual se enredam analisando e analista, constituindo-se assim no terreno por excelência em que a análise ocorre. Neste trabalho, no entanto, espera-se que pela linguagem seja possível transformar, paulatinamente, repetição em rememoração. Este artigo dá particular ênfase à perda que a rememoração acarreta, ao trabalho de luto que a renúncia a um presente eternizado pe-la repetição implica na criação da memória pela e na linguagem.

Palavras-chave
Linguagem. Luto. Rememoração. Repetição.


Ironia(s) em Freud: Da escrita à ética
Ines Loureiro

O artigo apresenta e discute a noção de ironia em várias de suas dimensões: senso comum, ironia literária, ironia como consciência dos limites da linguagem, ironia como atitude ante a existência. Nesta última vertente, situa sumariamente a noção de ironia romântica e a concepção de ironia de Richard Rorty. Em todas as dimensões, aponta possíveis relações com a psicanálise freudiana.

Palavras-chave
Ironia. Psicanálise e filosofia. Psicanálise e linguagem. S. Freud.


Teoria e narração na linguagem dos Estudos sobre a histeria
André Medina Carone

O caso clínico de Lucy R. – o terceiro da série de análises em Estudos sobre a histeria – marca o lento abandono da hipnose por Freud e algumas transformações teóricas enunciadas com certa timidez. No tocan-te ao vocabulário, nota-se a aparição dos substantivos "inconsciente" e "interpretação" em meio ao quadro teórico enunciado na "Comunicação Preliminar", causando um primeiro desequilíbrio das teses iniciais do li-vro. No plano narrativo, encontramos Freud às voltas com uma paciente indecisa entre a paixão que sente pelo patrão e o respeito aos princípios morais, cuja incerteza parece refletir-se na indecisão do próprio terapeuta, que abandona a terapia pela hipnose no mesmo momento em que procura, paradoxalmente, reafirmar seu valor.

Palavras-chave
Estilo. Linguagem. Psicanálise.


O que falar quer dizer?
Dominique Fingermann

Freud inventou a psicanálise como experiência clínica e como teoria, descobrindo "a força da palavra". Sua obra completa investiga os fundamentos científicos e as conseqüências clínicas desse "poder mágico". Lacan prosseguiu explorando a função da palavra no campo da linguagem explicitando como a linguagem estrutura o sujeito em torno de uma falta de sentido. A fala burla essa falha estrutural e "produz", pelo seu contorno, a singularidade do humano e o sentido do ser. O tratamento psi-canalítico depende do manejo pelo analista da lógica dessa estrutura.

Palavras-chave
Associação livre. Estrutura. Fala. Linguagem. Psicanálise.


Em busca das palavras perdidas:
Corpo-carcereiro da mente nos distúrbios alimentares
Marina Ramalho Miranda

Neste artigo, a autora discute a especificidade da linguagem analítica possível de ser desenvolvida no processo psicanalítico de jovens mulheres portadoras de perturbações alimentares, especialmente, anorexia e bulimia, onde o corpo é usado para estampar afetos inomináveis, emoções antitéticas, que ficam perdidas e negadas dentro da relação fusional com a figura materna internalizada, gerando a dissociação corpo-mente e a tendência ao ato em detrimento do pensar ponderado.

Palavras-chave
Anorexia. Bulimia. Corpo versus mente. Linguagem.


As linguagens da criança e a psicanálise
René Diatkine

Neste texto o autor aborda as diferenças e o uso da linguagem das crianças em suas análises em comparação com a análise de adultos e trabalha a articulação da transferência e da contratransferência nesses dois universos, bem como do inconsciente. Através de uma entrevista de um menino pequeno explicita seu ponto de vista. Passa, a seguir, a discutir a aquisição da língua escrita a partir da língua oral, mais precisamente ligada aos contos de fadas e tradicionais contados por adultos significativos; isso vale tanto nas famílias como nas bibliotecas para crianças de todas as classes sociais e pertencentes a culturas diversas. Enfatiza as temáticas de forte cunho emocional que permitem que cada indivíduo imagine e associe a seu modo e tempo, possibilitando o acesso ao imaginário para as crianças.

Palavras-chave
Análise de criança. Contos de fadas e tradicionais. Diferenças e uso da linguagem. Transferência/ Contratransferência.


A máscara e os sentidos da fala na linguagem do cotidiano: Ressonâncias na psicanálise e na fonoaudiologia
Rejane Camara Cutrim

A autora faz uma aproximação entre a Psicanálise e a Fonoaudiologia. A partir de um material clínico, procura aprofundar a temática da linguagem no trabalho terapêutico. Esses dois campos do saber foram se mostrando atravessados por questões fundantes, como lugar, mobilidade, situação analítica, situação dialógica e função terapêutica que, de fato, poderiam evidenciar uma interface.

Palavras-chave
Diálogo terapêutico. Fonoaudiologia. Linguagem. Mobilidade. Psicanálise..


Estados primitivos da mente: Poema e polêmica
Luís Antônio de Oliveira Silva
Mariângela Mendes de Almeida

Os autores apresentam um poema seguido de um comentário em que a suposta voz dos estados primitivos da mente se enuncia, evocando possíveis analogias a respeito da relação entre nossos vários níveis de funcionamento psíquico, entre criador e leitor e entre paciente e analista. Polemiza-se a questão da suposta linguagem ou seus rudimentos, contidos ou não, na manifestação dos estados primitivos da mente.

Palavras-chave
Estados primitivos da mente. Linguagem. Reclamação. Suposição
do sujeito.

Ensaio sobre a linguagem e uma práxis psicanalítica
Waldo Hoffmann

Resumo
Delimitando os possíveis territórios do saber, este ensaio procura estabelecer a fundamentação de uma práxis psicanalítica na linguagem e seus efeitos no existir humano. Fazendo referência aos seus aspectos sedutores, estabelece os limites do reducionismo biológico contemporâneo.

Palavras-chave
Epistemologia. Linguagem. Práxis psicanalítica. Realidade psíquica. Territórios do saber.


Origens românticas da psicanálise: Linguagem e sua consecução
Paulo Cesar Sandler

Desconhecer a própria história incita a "re-inventar a roda"; conhecê-la ajuda a alcançar mais profundamente a própria psicanálise – prole prática das aquisições dos iluministas e românticos: defesa do indivíduo, procura por subjacências a textos; busca da historicidade ontogênica; pensamento verbal. O estudo enfoca onde e como essas origens influenciam a teoria e a prática, na linguagem usada no aqui-e-agora da sessão analítica. Nós psicanalistas tentamos alcançar, além de significantes e significa-dos, o símbolo e principalmente os processos de simbolização, aquilo "que significa algo que não ele mesmo", como observou Gombrich. Por meio de um caso clínico, tentamos mostrar o funcionamento de tais origens nesta prática ainda romântica, de defesa do indivíduo que sofre, mergulho nas paixões e não-paixões, que hoje se chama psicanálise.

Palavras-chave
Formação simbólica. Iluminismo. Linguagem. Movimento romântico. Realidade psíquica.


A força da linguagem
Laurent Danon-Boileau

O objetivo deste trabalho é demonstrar que a linguagem da talking cure manifesta-se de duas maneiras distintas, por um lado, a do proferimento compulsivo, e de outro, a da escuta associativa do outro. Ao contrário, para o paciente, a fala compulsiva acarreta habitualmente um processo de repetição ao idêntico. Para derrotá-la, é preciso que a escuta do analista, apoiando-se na sensação convocada pela fala, no que ela tem de mais profundo, possa restituir o bem essencial de uma escuta afetiva. Esta restituição, todavia, pode acarretar uma dependência da escuta do outro. Esta, por sua vez, tem sua fonte numa nostalgia do objeto oceânico seguramente, mas também numa recusa de assumir a satisfação alucinatória a fim de não ter que fazer o luto da mesma.

Palavras-chave
Cura pela fala. Escuta associativa. Fala compulsiva. Linguagem. Sensação.


Aquém e além da linguagem: O que observa o observador
psicanalítico da relação mãe-bebê?
Leda Beolchi Spessoto

Neste trabalho me atenho às reverberações na mente da observa-dora/analista do que foi vivenciado em dado momento do processo de observação de bebê e proponho a idéia de experiência compartilhada nesta atividade, ainda que de forma assimétrica, e características distintas das sessões de psicanálise, procurando me valer de teorias sobre a mente humana que contemplam ambas situações. Um trecho da observação é apresentado em que a música foi a possibilidade de expressar e ampliar a re-verberação da experiência vivida, pondo em foco outros recursos além dos verbais no trabalho do psicanalista e destacando o papel da observação de bebês na estimulação de aspectos sensíveis do psicanalista.

Palavras-chave
Função-alfa. Linguagem musical. Observação de bebê. Rêverie.

 
Sobre o uso da linguagem na psicanálise
Osmyr Faria Gabbi Jr.

Como a psicanálise é uma pesquisa empírica, ela exige um princípio para concretizar a experiência psicanalítica. A noção de que todo ato psíquico é uma realização de desejo foi adotada por Freud como princípio constitutivo e não como regulador. Como conseqüência, ele formulou uma metafísica do desejo e concebeu a linguagem como um meio para indicar desejos. Argumentamos que seria mais produtivo adotar o mesmo princípio como regulador e conceber a linguagem como ato de fala.

Palavras-chave
Atos de fala. Princípio constitutivo e regulador. Psicanálise e lin-guagem. S. Freud.

 

Sobre o uso da linguagem na psicanálise
Osmyr Faria Gabbi Jr.

Como a psicanálise é uma pesquisa empírica, ela exige um princípio para concretizar a experiência psicanalítica. A noção de que todo ato psíquico é uma realização de desejo foi adotada por Freud como princípio constitutivo e não como regulador. Como conseqüência, ele formulou uma metafísica do desejo e concebeu a linguagem como um meio para indicar desejos. Argumentamos que seria mais produtivo adotar o mesmo princípio como regulador e conceber a linguagem como ato de fala.

Palavras-chave
Atos de fala. Princípio constitutivo e regulador. Psicanálise e lin-guagem. S. Freud.

 

A ingenuidade de um perverso: Linguagem e erotismo em Nabokov
Eliane Robert Moraes

Embora o romance Lolita, de Vladimir Nabokov, tenha se celebrizado por colocar em evidência a figura da ninfeta, é notável a complexidade com que elabora a imagem do perverso. Humbert Humbert é um personagem construído sobre paradoxos: se, de um lado, ele se define como "pervertido", de outro, jamais corresponde à caricatura do "tarado", sendo que tais estereótipos são colocados em xeque ao longo de todo o livro. A começar pela identificação do perverso com a criança, que ganha sentido maior quando se recorda que o romance foi escrito na mesma época em que o autor redigia sua autobiografia, com ênfase nas memórias de infância. Com efeito, os dois livros expõem um intrincado jogo entre passado e presente, no qual adulto e criança se aproximam para intercambiar seus papéis. Aproximação que se realiza por meio de instigantes jogos de linguagem que permitem a Nabokov a criação de uma língua própria à perversão.

Palavras-chave
Erotismo literário. Lolita. Nabokov. Ninfeta. Perversão. Speak, memory.


O desejo e a obra literária
Cleusa Rios P. Passos

O ensaio trata das relações especulares entre autor, leitor e obra literária, tomando como aspectos fundamentais as pulsões e o desejo, noções discutidas por Freud e seguidores. Os vínculos visados se configuraram tanto graças a textos literários, quanto a depoimentos sobre o que escreveram ou leram alguns autores: dentre eles Clarice Lispector, Julio Cortázar, Graciliano Ramos, Roland Barthes e Freud. A experiência de cada um diante de certas criações é aqui repensada, levando-se em conta não apenas o que afirmam sobre elas, mas também o que negam, pois aí entram em jogo "efeitos do inconsciente". Merece ainda reflexão a necessária passagem dos elos de identificação das leituras iniciais, relativas a qualquer obra, ao necessário distanciamento crítico das posteriores.

Palavras-chave
Autor. Desejo. Efeitos do inconsciente. Leitor. Obra literária.

 

"O espelho", no mito de Narciso, em Machado de Assis e em Guimarães Rosa
Homero Vettorazzo Filho

A proposta do texto é especificar dentro do referencial psicanalítico a noção de narcisismo e colocá-la em movimento a partir de seu emprego tanto na teoria como na prática psicanalíticas. Discuto o narcisismo como condição de estruturação e desenvolvimento do Eu, considerando-o tanto no que diz respeito às suas bases de implantação como às suas derivações na constituição dos processos identificatórios e dos mandatos presentes nos sistemas de ideais. Pontuo diferenças entre tais mandatos e os mandatos referentes à consciência moral e ética, discutindo as implicações clínicas decorrentes dessas distinções. O espelho do mito de Narciso e dos contos "O espelho" de Machado de Assis e de Guimarães Rosa são utilizados como forma de configurar e dar corpo às noções teóricas discutidas.

Palavras-chave
Constituição de subjetividade. Ego ideal. Ideal do ego. Narcisismo. Superego.


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