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Descrição:
“Ninguém ignora a extraordinária renovação psiquiátrica realizada por Freud e Breuler, desde os primeiros anos do século.
Até então, aceitava-se que a esquizofrenia conduzisse inexoravelmente à demência e ao apagamento da afetividade.
Hoje está demonstrado que, mesmo após longos anos da doença, a inteligência pode conservar-se intacta e a sensibilidade vivíssima.”
Dra. Nise da Silveira
A história que Albertina conta neste belo livro é um relato franco e comovente de sua trajetória de vida. A primeira crise de esquizofrenia chegou em 1964, quando tinha 34 anos, já casada e com dois filhos. Após anos de luta, diversas internações e o trabalho determinado do grupo de recuperação comandado pela Dra. Nise da Silveira, hoje Albertina vive muito bem e transmite alegria de viver. Aos 82 anos, mora em Copacabana, no Rio de Janeiro. Trabalha, curte uma caminhada na praia, os muitos amigos que fez ao longo da vida, o filho e os netos.
Escrever este livro, tornar público seus Cadernos íntimos com os escritos dos períodos de crise e internações, não é apenas um ato de coragem, mas, sobretudo, um exemplo a ser seguido por todos sobre como enfrentar as adversidades que encontramos ao longo da vida.
A pintura da capa é um guache sobre papel, feito por Albertina em 1981, e que hoje faz parte do acervo do Museu de Imagens do Inconsciente.
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