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Descrição:
Este livro apresenta o legado de Gilda Mello e Souza na visão de intelectuais de várias áreas:
Sergio Miceli, Franklin de Mattos, Bento Prado Júnior, Marilena Chaui, Walnice Nogueira Galvão, Otília B. Fiori Arantes, Paulo Eduardo Arantes, Heloisa Pontes, Joaquim Alves de Aguiar, Vilma Arêas, Ismail Xavier, Eduardo Escorel, Roberto Schwarz, Davi Arrigucci Jr., Modesto Carone, Nelson Aguilar, José Miguel Wisnik, Laura de Mello e Souza
Sobre este livro
Os ensaios que compõem este livro concentram um conjunto excepcional de colaboradores e se empenha em realçar a importância, a abrangência e a originalidade do pensamento crítico de Gilda de Mello e Souza, lembrando que ela contribuiu decisivamente para a formação de várias gerações de intelectuais que hoje ocupam lugares destacados na vida cultura brasileira. Gilda faleceu em 2006.
Quem foi Gilda
Tendo iniciado a formação intelectual sob a orientação de Mário de Andrade, primo irmão de seu pai, começou a cursar Filosofia em 1937, na recém-fundada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, onde se formou em 1939, tendo sido aluna de Claude Lévi-Strauss, Roger Bastide e Jean Maugüé.
Integrou uma geração de mulheres talentosas que iria marcar o timbre da inteligência brasileira e, diversamente de muitas colegas que desistiram da profissionalização acadêmica, vista como alternativa ao confinamento doméstico, Gilda fez caminho próprio. Traçou um itinerário pessoal combinando harmoniosamente vida familiar e carreira intelectual e, como algumas outras contemporâneas de valor, contribuiu para a constituição de um modelo de excelência, diferente do modelo masculino.
Em 1941 participou da fundação da revista Clima, marco da vida intelectual brasileira, com os amigos Antonio Candido - com quem se casaria em 1943 - Paulo Emilio Salles Gomes, Décio de Almeida Prado, Ruy Coelho, Lourival Gomes Machado, Alfredo Mesquita e Antonio Lefèvre, entre outros.
De 1943 a 1954, foi assistente de Roger Bastide na cadeira de Sociologia da recém-fundada Universidade de São Paulo (USP) e, a partir de 1955, tornou-se professora de Estética no Departamento de Filosofia, cuja direção viria a assumir nos anos difíceis da ditadura militar. Nesse departamento fundou, em 1970, a revista Discurso, até hoje uma referência nos estudos filosóficos brasileiros.
Aposentando-se em 1972 recebeu, em 1999, o título de professora emérita da USP. Na tese de doutoramento, A moda no século XIX, Gilda adotou uma sociologia sensível às figurações simbólicas das práticas sociais, dispensando o recurso à voga acadêmica, no seu setor. Defendida em 1950, é considerada, hoje, uma obra-prima da incipiente sociologia brasileira e, apesar de publicada na Revista do Museu Paulista no ano da defesa, a tese amargou trinta e sete anos no limbo, circulando apenas entre os poucos iniciados que a admiravam. O reconhecimento tardio foi impulsionado pela edição feita pela Companhia das Letras, com o título: O espírito das roupas: A moda no século XIX (disponível na Livraria Resposta)
Outros títulos de Gilda Mello e Souza disponíveis da Livraria Resposta: