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Livro: Revista ide nº 42 - Ilusão

 
 
 
Livro: Revista ide nº 42 - Ilusão

 

Revista ide nº 42 - Ilusão


Autor(es): 

Editora:  .SBPSP - Sociedade Brasileira de Psicanálise - SP
Área(s): 


Páginas:178 pág.


Preço: R$ 40,00
  Disponibilidade: Por encomenda - envio estimado em 15 dias úteis + prazo do frete

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Descrição:

ide Nº 42 - ilusão


Editorial  5
   
Em pauta – ilusão  
   
Ilusão e política
Olgária C. F.Matos / Renato Janine Ribeiro 8
   
Psicanálise e ilusões
Tales A. M. Ab´Sáber 14
   
Notas sobre ilusão em Freud
Daniel Delouya 19
   
Psicanálise e estética: ressignificação de conflitos psicóticos e reciprocidade criativa
Antonio Sapienza 23
   
Lealdades reconciliadas: ilusão e realidade
Ester Hadassa Sandler 29
   
Brincar é preciso
Rahel Boraks 37
   
Acaso, destino, memória
Luiz Meyer 42
   
A ilusão especular
Adela Stoppel de Gueller 49
   
Psicanálise, arte, ilusão…vida
Mirian Malzyner 58
   
Príncipes e princesas
Ignácio Gerber 66
   
A ilusão da ilusão autorizada
Paulo Cesar Sandler 70
   
Quebra de ilusões
Silvana Rea 78
   
Ilusão e cinema
Francisco Ramalho Jr 86
   
Construindo representações verossímeis
Esther Hamburger 89
   
Fale com ela: ilusão ou comunicação
Edival Perrini 93
   
A arte de conversar
Denise Weinberg / Miguel Calmon du Pin e Almeida 97
   
A pintura e seus enganos
Sérgio Fingermann 101
   
Artigos
  
Apresentação
Leopold Nosek 104
   
O extermínio da alma e do corpo
Geneviève Welsh 105
   
Trauma extremo, o colapso da civilização e as conseqüências de longo prazo para indivíduos e sociedades
Werner Bohleber 112
   
Traumatização num contexto de refugiados
Sverre Varvin 118
   
Crianças e trauma: círculos que vão se alargando
Abigail Golomb 123
   
Pensando o trauma e a beleza
Leopold Nosek 131
   
Entrevista  
Santiago Kovadloff
Acontecer na palavra  138
   
Debate
ide 41: Erotismo  146
   
Publicações
Pesquisa em psicanálise: Isso existe?
Luís Claudio Figueiredo 158
   
Adolescência roubada?
Ana Maria Stucchi Vannucchi 162
   
Infância contemporânea: novos sintomas
Ana Laura Giongo 164
   
O melhor do pior
Christian Ingo Lenz Dunker 166
   
Adolescer: de-pendências inconscientes e sociedades
David Léo Levisky 168
   
Psicopatogênese e relações familiares
Maria Cristina Borja Gondim 161
   
"Descobrimos quanto prazer nos dá nos retrairmos da razão temporariamente ao menos, e nos entregar ao atrativo do absurdo"
Rosely Pennacchi 173
   
Orientação editorial e Normas para publicação  176 
   
Editorial

A ide, mantendo sua proposta de trabalhar idéias na fronteira entre psicanálise e cultura, elegeu ilusão como o eixo de estudo do presente número, resultado de um intenso e cuidadoso trabalho da equipe editorial. Buscamos circunscrever um campo no qual pudéssemos tocar naquilo que nos desassossega atualmente, e que fosse também um território flexível de abertura para uma investigação criativa e sonhante.
Algumas indagações serviram para lançarmos as bases dessa reflexão: qual o lugar da ilusão no pensamento filosófico? Qual é o papel que damos a ela? O que vem a ser ilusão nas diversas correntes psicanalíticas? Qual a sua função na constituição psíquica? O que há de ilusório na ilusão? O que há de verdade na ilusão?
Os autores, cada qual com um olhar e formação singulares, desenvolveram essas questões e lançaram outras, sem dar sossego ao leitor.
Pareando a ilusão com a noção de verdade, observamos que seu estatuto tem passado por transformações significativas na história das idéias. Na tradição filosófica racionalista, sua concepção é articulada ao engano ou ao desvio do conhecimento objetivo.
Por outro lado, o pensamento filosófico contemporâneo recoloca a ilusão como condição para o exercício do verdadeiro. Freud, entre outros pensadores, exerce uma influência fundamental nesta nova perspectiva, ao descentrar a discussão do verdadeiro ou do falso, dando ênfase à potência do desejo. Afinal, o centro de sua teoria se apóia na idéia de que somos sujeitos ilusórios – o eu com domínio pleno do próprio eu não passa de uma imensa ilusão, pois "não somos senhores em nossa própria casa", conforme nos lembra um dos colaboradores.
Com Winnicott temos a ilusão como aquilo que permite a passagem da natureza para a cultura. Foi ele quem teceu os fios de ligação entre ilusão, criatividade e realidade.
Procuramos convidar para o presente número autores que pudessem ajudar-nos a compreender como este temaé abordado na obra dos grandes pensadores da psicanálise: Freud, Klein, Winnicott, Bion, Lacan. Ao mesmo tempo, fiéis à nossa linha editorial, buscamos ampliar nosso diálogo com as produções culturais, trazendo artigos sobre artes plásticas, cinema, mídia e teatro. Política e ilusão são objetos de diálogo entre dois filósofos.
Como contraponto ao tema ilusão, o ciclo de conferências "Pensando o trauma e a violência política" comparece com um bloco de cinco textos que refletem sobre o terror e o "abismo" – lá onde o devaneio onírico pode ser estilhaçado –, não só relativos às catástrofes coletivas, como também à vida cotidiana.
Uma novidade deste número é a publicação do debate da ide 41 – que versou sobre o erotismo – entre seus autores e leitores, que se constituiu numa oportunidade de retomar e aprofundar as idéias já publicadas.
Etimologicamente, a palavra ilusão deriva de illusio, que por sua vez se origina de ludos, jogo, e parece ter sido esta a experiência que se firmou no nosso trajeto: a ilusão abarca a fantasia e o desejo.

RESUMOS

Ilusão e política
Olgária C. F. Matos
Renato Janine Ribeiro


Olgária C. F. Matos e Renato Janine Ribeiro iniciam seu diálogo sobre ilusão situando o tema na história do pensamento filosófico, tendo como eixo os sentidos de verdade e realidade. No campo da política, como ponto de partida, discutem a questão do voto, abrindo a reflexão para problemas referentes à democracia, à ideologia, à realidade brasileira.
Pensando no tempo presente e futuro, os autores discorrem sobre ilusão, utopia e esperança.

Palavras-chave
Filosofia. Ilusão. Política. Utopia.

 

 

 

Psicanálise e ilusões
Tales A. M. Ab´Sáber


Este ensaio compara o universo freudiano ao redor da noção de ilusão, racionalista e iluminista, e que portanto antecedeu à psicanálise, com o campo de sentidos que a noção teórica e clínica de ilusão em Winnicott, propriamente psicanalítica, construída a partir de sua experiência com bebês, põe para a psicanálise e a vida humanas.

Palavras-chave
Crítica. Freud. Ilusão. Paradoxo.Winnicott.

 

 

 

Notas sobre ilusão em Freud
Daniel Delouya


Freud se interessou pela relação da ilusão com o fazer artístico, traçando, em paralelo, sua trajetória no sujeito. A ilusão origina-se da onipotência do narcisismo primário e da realização alucinatória do desejo, para se dispor, mais tarde, ao brincar e ao mundo da fantasia. A realidade exige, desde o início, um respaldo por parte do objeto para esse playground, palco e cenário da vida psíquica. Tal concepção coloca em evidência os alicerces da contribuição winnicottiana.

Palavras-chave
Animismo. Fantasia. Ilusão. Objeto. Onipotência.

 

 

 

Psicanálise e estética: ressignificação
de conflitos psicóticos e reciprocidade criativa
Antonio Sapienza


Fontes de inspiração que habitam os universos da estética e da psicanálise são usadas para construir modelos mentais destinados a abordar conflitos emocionais de natureza psicótica. A exposição clínica é realizada sob a forma de fotogramas emocionais. Estudam-se movimentos da dupla analítica na função para ressignificar bloqueios psicotizantes, visando reabrir o caminho do diálogo analítico e permitir uma aprendizagem de reciprocidade criativa, como suportes para o crescimento mental.

Palavras-chave
Fontes de inspiração. Fotogramas emocionais. Reciprocidade criativa. Ressignificação de conflitos psicóticos.

 

 

 

Lealdades reconciliadas: ilusão e realidade
Ester Hadassa Sandler


Procuro neste texto discutir a natureza e as funções da ilusão. Faço- o a partir de minha experiência clínica e tendo em mente a clínica como eventual beneficiária dessa reflexão. Enfoco o fenômeno da ilusão em uma de suas dimensões, a dimensão de investimento afetivo que se manifesta na atividade de faz-de-conta e na possibilidade de viver com inteireza uma experiência "como-se" mantendo simultaneamente a consciência do real. Essa é a reconciliação de lealdades a que me refiro no título, uma homenagem ao poema Tabacaria, de Álvaro de Campos, um dos heterônimos de Fernando Pessoa.

Palavras-chave
Como-se. Faz-de-conta. Ilusão. Realidade.

 

 

 

Brincar é preciso
Rahel Boraks


Este trabalho busca fazer algumas considerações sobre a contribuição de Winnicott ao conhecimento da natureza humana, especificamente no que diz respeito à ilusão e à necessidade que o ser humano tem desta para conseguir uma conexão com o mundo que o cerca. Se nos for possível acumular ilusão, alcançamos a capacidade de crer num mundo que se adapta a nós e com o qual podemos nos conectar.

Palavras-chave
Criatividade. Ilusão. Objeto transicional. Realidade objetiva. Realidade
subjetiva.

 

 

 

Acaso, destino, memória
Luiz Meyer


O tema deste trabalho são as narrativas de acontecimentos que as pessoas lembram como momentos fundantes em suas vidas, determinantes de seu destino. O autor menciona três deles: um autobiográfico, um ocorrido com um familiar e outro extraído de um texto literário clássico. Sua hipótese, apoiada basicamente em Freud, Green e Meltzer, é de que tais relatos são uma forma peculiar de lembrança encobridora que difere daquela habitualmente descrita na literatura, pois as aqui narradas têm a característica de expor a dramaticidade inerente ao conflito vivido pelas pessoas. O que permanece oculto, no entanto, é a origem do conflito.

Palavras-chave
Deslocamento. Evocação. Ilusão. Lembrança encobridora.Memória.

 

 

 

A ilusão especular
Adela Stoppel de Gueller


O presente artigo percorre diferentes momentos da obra de Lacan em que se conceitua o estádio do espelho. Também se analisam as contribuições de Wallon, em contraponto com a retomada lacaniana. Destacase a importância da distinção entre imaginário e simbólico, que permite situar o eu ideal e o Ideal do eu a partir do esquema óptico. Introduz as razões que levaram Lacan a ir mudando a conceituação de "a", inicialmente situado na dimensão narcísica e alienante, característica do imaginário, mais tarde ancorado pelo Outro do simbólico, até o giro do Seminário 11, em que Lacan destaca o resto não especularizável do objeto e o enlaça com o auto-erotismo e o objeto pulsional, denominando-o objeto a.

Palavras-chave
Espelho. Identificação. Lacan. Objeto a. Wallon.

 

 

 

Psicanálise, arte, ilusão…vida
Mirian Malzyner


O artigo enfoca a importância da área da ilusão, como abordada por Winnicott e Milner, para a constituição do sentido de realidade e a construção da subjetividade.Desenvolve aspectos referentes aos processos criativos na arte e na psicanálise, usando como modelos imagens e histórias, visando a aproximações ao campo da experiência estética. A ilusão apresenta-se como experiência necessária de continuidade do eu com o mundo, fonte renovada para o encontro de novas possibilidades de representação, garantindo o processo do vir-a-ser humano.

Palavras-chave
Arte. Experiência estética. Ilusão. Processo criativo.

 

 

 

Príncipes e princesas
Ignácio Gerber


Como tantos colegas, estou habituado a ouvir pedaços de vida de meus analisandos com duas escutas simultâneas.Uma, tomando em consideração o enredo dos fatos aparentemente objetivos e reais, e outra, encarando- os como uma ilusão a ser transcendida.

Palavras-chave
Atenção flutuante. Atitude psicanalítica. Desapego do ego. Realidade
como ilusão. Sem memória, sem desejo.

 

 

 

A ilusão da ilusão autorizada
Paulo Cesar Sandler


Centrando-se em uma citação de Kant, extraída da Crítica da razão pura, faz-se um sumário tópico-descritivo dessa obra, que compreende: (i) uma crítica do racionalismo dedutivo que confunde a mesma realidade que este reivindica dever ser apreendida com a percepção sensorial dela – o "realismo ingênuo"; (ii) uma crítica do idealismo, a crença de que a realidade é produto de nossas idéias, cujo corolário é que inexiste tal coisa, "realidade". O estudo considera que a frase citada pela equipe da ide nos leva à crítica da crença descrita no item (i) acima. A frase, caso seja considerada de modo clivado em relação ao todo da obra de Kant, cai na armadilha de um elogio do idealismo e do relativismo – perde-se inexoravelmente a crítica de Kant sobre o idealismo.Usando uma metáfora histórica – o fenômeno stalinista-hitlerista –, o estudo ilustra os perigos da conjunção pouco saber–idealismo. Incluem-se algumas analogias clínicas e teóricas para alertar a respeito da ilusão dos idealistas e relativistas no movimento psicanalítico. No que se refere às possibilidades de apreender a realidade, de sonhar, de imaginar e de psicanalisar, o leitor poderá decidir por si se é brilhante, ou não, o futuro de todas as ilusões.

Palavras chave
Percepção. Realidade psíquica. Realismo ingênuo. Relativismo.

 

 

 

Quebra de ilusões
Silvana Rea


Este artigo trata de algumas ilusões referentes à arte, muitas das quais presentes no campo da psicanálise, e indaga a possibilidade de a experiência ilusória, tal como descrita na teoria dos fenômenos transicionais de D.W.Winnicott, ser útil para pensar a relação entre o espectador e a obra do artista plástico contemporâneo brasileiro Carlos Fajardo.

Palavras-chave
Artes plásticas. Estética. Ilusão. Psicanálise.

 

 

 

Ilusão e cinema
Francisco Ramalho Jr


O autor identifica a ilusão como o bojo criativo do cinema. Desde o ato de iludir nas trucagens, que vão da superposição de imagens à era digital computadorizada, percorre diversas modalidades do processo ilusório de alguns filmes marcantes da história. Parte da idéia de a ilusão não ser apenas uma forma de encantamento e entretenimento, mas também uma força motora e agregadora. Desenvolve o tema através de dois pilares básicos da narrativa cinematográfica: tempo-espaço. A ilusão é ressaltada, então, como registro das fronteiras das criações e dos ideais humanos. O filme, na sua pretensa verdade, pode ser visto como ilusão, mas há vida no cinema e ilusão na vida.

Palavras-chave
Cinema. Ilusão. Ilusionismo. Narrativa. Tempo-espaço.

 

 

 

Construindo representações verossímeis
Esther Hamburger


Este texto discute a noção de "apropriação dos mecanismos de construção da representação" como critério de análise comparativa de uma série de filmes recentes que abordam o universo de favelas, a violência e a pobreza de maneira mais ou menos real, ilusória ou verossímil. O curta-metragem Da janela do meu quarto, de Cao Guimarães, introduz referências a filmes da chamada "retomada", como Cidade de Deus, Carandiru e Prisioneiro da grade de ferro, exemplos de estudo em pesquisa em andamento, do qual este texto é um fragmento.

Palavras-chave
Cinema. Cultura audiovisual. Estética. Televisão.

 

 

 

Fale com ela: ilusão ou comunicação
Edival Perrini


O autor propõe um olhar psicanalítico sobre Fale com ela, filme de Pedro Almodóvar. A partir desse olhar, situa a comunicação psíquica como um fenômeno que vai além das palavras e além dos sentidos, sem excluí-los.

Palavras-chave
Cinema. Comunicação psíquica. Mente primitiva. Simbolização.

 

 

 

A arte de conversar
Denise Weinberg
Miguel Calmon du Pin e Almeida


Ilusão. O que é a ilusão?
Um psicanalista e uma atriz se encontram para trocar suas experiências e conceitos sobre a ilusão na psicanálise e no teatro. Caminhos diferentes e, ao mesmo tempo, angústias tão parecidas. No campo psicanalítico pensa-se sobre a ilusão na transferência; no teatro, o tema é trabalhado nas várias dimensões da arte de representar.

Palavras-chave
Ilusão. Psicanálise. Teatro.

 

 

 

A pintura e seus enganos
Sérgio Fingermann

 

 

 


O extermínio da alma e do corpo
Geneviève Welsh


A experiência clínica e terapêutica em Paris com pacientes cambojanos que escaparam do genocídio requer combinações teóricas e técnicas entre a psiquiatria transcultural e a psicanálise, além de contribuições históricas e antropológicas. A reumanização envolvida no tratamento articula-se com o trabalho de cultura, do qual a psicanálise pode e deve participar.

Palavras-chave
Camboja. Genocídio. Psicanálise. Trabalho de cultura. Trauma.

 

 

 


Trauma extremo, o colapso da civilização e
as conseqüências de longo prazo para
indivíduos e sociedades
Werner Bohleber


Com o advento das catástrofes do Holocausto e da Segunda Guerra Mundial, tornou-se um imperativo social a não-sujeição da experiência desse "colapso da civilização" a um processo de normalização histórica que ameaçasse dissolver seu núcleo traumático. A teoria psicanalítica do trauma pode trazer uma contribuição, no sentido de tratar do problema no que diz respeito ao modo como os "desastres fabricados pelo homem" fincam âncoras na memória coletiva. Este texto trata, em particular, das conseqüências específicas dos traumas e dos mecanismos de defesa afetivos envolvidos na confrontação com a reconstrução dos feitos dos perpetradores e das experiências traumáticas das vítimas. Traumas assim poderosos também entram na vida das gerações seguintes, por intermédio de processos particulares de identificação dos filhos com a experiência traumática dos pais. Dessa forma, catástrofes coletivas deixam sua marca em uma civilização por várias gerações.

Palavras-chave
Civilização.Memória coletiva. Trauma.

 

 


Traumatização num contexto de refugiados


Focalizamos em especial a traumatização num contexto de refugiados.É esboçado um modelo de traumatização, aplicado a fim de proporcionar o entendimento de certos aspectos das ações de refugiados num país que lhes deu abrigo.

Palavras-chave
Doença pós-traumática. Psicologia de grupo. Refugiados. Trauma.
Traumatização.

 

 


Crianças e trauma: círculos
que vão se alargando
Abigail Golomb


É difícil imaginar que uma criança esteja sofrendo as conseqüências de trauma sem que isso afete sua família, e com freqüência seus pares e seu círculo social.Um trauma num grupo de crianças afeta um grupo de famílias, quase sempre toda a comunidade. São círculos de influência que vão se alargando, num movimento centrífugo. Eventos traumáticos que acontecem na nação, na comunidade, na família, influenciam a criança e tornam-se parte de seu desenvolvimento, com um efeito centrípeto. Esses movimentos centrípetos e centrífugos existem para os adultos também, no entanto o efeito sobre as crianças é intrinsecamente diferente; elas interagem com os trabalhos próprios à fase de desenvolvimento da idade em que se encontram, e seu efeito sobre seu desenvolvimento total é duradouro. Quando grupos inteiros e/ou gerações inteiras de crianças são repetida e constantemente expostos a alguma forma de trauma, pode haver uma alteração no desenvolvimento de toda a sociedade. Portanto, o que começou como um movimento centrípeto pode iniciar um movimento centrífugo que afeta todos os círculos mais amplos.

Palavras-chave
Criança. Desenvolvimento. Família. Sociedade. Trauma.

 

 


Pensando o trauma e a beleza
Leopold Nosek


Este artigo pretende apresentar os pressupostos de origem psicanalítica que inspiraram a exposição Dor, forma, beleza", realizada de junho a setembro de 2005, na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Em ambos os casos privilegia-se como angústia básica "o abismo", momento sem representação (em que ainda não há construção onírica), portanto, sem delimitação do território do consciente e do inconsciente. A partir disso, o projeto principal da psicanálise não seria tornar o inconsciente consciente, mas sim permitir a passagem do estado de natureza para cultura. A passagem da dor para a forma marca a figuração que essa exposição buscou.

Palavras-chave
Abismo. Beleza. Dor. Forma. Sonho. Trauma.


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