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Livro: Revista ide nº 46 - Cultura

 
 
 
Livro: Revista ide nº 46 - Cultura

 

Revista ide nº 46 - Cultura


Autor(es): 

Editora:  .SBPSP - Sociedade Brasileira de Psicanálise - SP
Área(s): 


Páginas:157 pág.


Preço: R$ 40,00
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Descrição:

ide 46 - Cultura


Editorial
Jassanan Amoroso Dias Pastore  5
 
Em pauta – cultura
 
 
Lida o psicanalista com questões sociais?
Deodato Curvo de Azambuja  8
 
Psicanálise e experiência cultural: Qual é a sua?
Antonio Muniz de Rezende
 11
 
Por uma crítica da economia libidinal
Vladimir Safatle
 16
 
Publicidade, perversões, fobias
Maria Rita Kehl
 27
 
A infância roubada: Uma reflexão sobre a clínica contemporânea
Myrna Pia Favilli, Bernardo Tanis, Maria Celina Anhaia Mello
 33
 
Solitude: Virando a solidão pelo avesso
Luci Helena Baraldo Mansur
 38
 
A dialética de Eros e o mal-estar na cultura hoje
Ronis Magdaleno Júnior
 46
 
Os sonhadores
Maria Helena de Souza Fontes
 52
 
A alma nua: Lucian – e Sigmund – Freud
Eva Maria Migliavacca
 56

Destinos
Marion Minerbo e col.
 62
 
Criações culturais: Norteadores éticos para a articulação entre indivíduo e sociedade
Maria de Lourdes Manzini-Covre
 69
 
Ethos e amizade: A morada do homem
Olgária C. F. Matos
 75
 
Documentos da cultura /documentos da barbárie
Jeanne Marie Gagnebin
 80
 
Sérgio Buarque de Holanda e essa tal de "cordialidade"
Lilia Moritz Schwarcz
 83
 
Fragmentos de sensibilidade contemporânea
Mariza Martins Furquim Werneck
 90
 
O sacrifício: É preciso ver o que o artista preparou para nós
Cecilia Maria de Brito Orsini
 94
 
Do mal-estar das pobrezas
Fernando Paixão
 98
 
Contradições da nova cidade
Ricardo Ohtake
 101
 
O sujeito (oculto) e a cidade: A arte de Wodiczko
Paula Rochlitz Quintão
 104
 
 
Artigos 
Restos transferenciais
Adela Stoppel de Gueller
 110
 
Depois de Strachey
Adam Phillips
 115
 
Entrevistas 
ide: Psicanálise e cultura. Uma memória.
Deodato Curvo de Azambuja
 124
 
ide: Psicanálise e cultura. Uma história a ser contada...
Jassanan Amoroso Dias Pastore e col.
 128
 
Debate
 
ide 44: Linguagem I e ide 45: Linguagem II
 134
 
Publicações  
Graus de perturbação psíquica ou de expansão de consciência:
Uma visão de conjunto dos elementos psicanalíticos
Ana Clara Duarte Gavião 
 146
 
Crítica à imaginação indolente
Paulo Endo
 148
 
A psicanálise de mãos dadas com a arte
Cintia Buschinelli
 150
  
Orientação editorial e Normas para publicação 152 

Editorial
Jassanan Amoroso Dias Pastore

Neste número pretendemos resgatar os fundamentos da diretriz editorial da ide – que desde sua fundação, há mais de trinta anos, em 1975, tem girado em torno do diálogo entre psicanálise e cultura – e sua importância na abertura de fronteiras para o pensamento, como também discutir as articulações entre linguagem e cultura envolvidas na produção de novas subjetividades. Entrevistamos Deodato Curvo de Azambuja, um dos coordenadores editoriais do grupo fundador da ide, para nos contar a sua história sobre a origem e a trajetória desta revista.

A prática psicanalítica, que opera na fronteira entre o sujeito e a cultura, sofre variações conforme o contexto histórico e cultural. Por meio dessa entrevista observamos que, se, de um lado, podemos localizar uma permanente necessidade de troca e de conciliação entre tradição e renovação, tradição e vanguarda, de outro verificamos que certas temáticas resistem ao desgaste do tempo, conservando seu interesse e atualidade. É o caso da temática que reuniu os artigos deste número, focalizando os lugares possíveis de intersecção entre psicanálise e cultura.

Tivemos como objetivo pensar criticamente sobre a função da cultura, por meio de instrumentos históricos, conceituais, políticos, midiáticos, entre outros, e debater as várias formas em que ela tem sido considerada por diferentes campos do saber.

A palavra cultura origina-se de colere, que significa "cultivar", "habitar", "criar"e "preservar". Na sociedade romana, o termo associava-se ao cuidado da terra e ao trato do homem com a natureza. Talvez daí a extensão do termo, do cultivo da terra, para o cultivo da alma e dos valores do espírito humano.

Interrogar a cultura é interrogar sua transitoriedade. Tradicionalmente, para se definir uma cultura era fundamental delimitar o território em que se articulava sua língua, em que se
processavam seus símbolos, seus valores, suas memórias, suas tradições etc., ou seja, estava presente a idéia de que uma cultura podia ser delimitada e definida pelas suas fronteiras. Porém, as idéias viajam e, atualmente, a partir do fenômeno da globalização, os acontecimentos culturais se deslocam cada vez mais e as culturas se tornam cada vez mais híbridas. Se, no passado, as culturas tendiam a ser associadas a um território e a identidades definidas, hoje encontramos um cruzamento, por vezes até mesmo um embaralhamento, das fronteiras culturais e simbólicas, uma desterritorialização e uma reterritorialização dos fenômenos culturais. Uma manifestação simbólica, característica de um contexto, migra facilmente para outros e é recontextualizada por meio de um intenso processo de reelaboração.

Se a cultura é algo que diz respeito a todos nós, se ela é parte integrante de nossas vidas, enquanto sujeitos, procuramos investigar o que está em jogo no contato entre estruturas da subjetividade e modos de interação social, e como o contemporâneo condimenta essa polêmica.

Ao escrever O mal-estar na civilização (1929), Freud teve como objetos indivíduos de uma sociedade capitalista de produção, calcada na ética protestante. Vivemos no presente em
uma sociedade capitalista de consumo, baseada, segundo alguns autores, na ética do "direito ao gozo". Para pensarmos sobre as conseqüências psíquicas dessa passagem, trazemos, neste número, colaboradores que se debruçaram em discutir a relevância,
para a nossa época, das posições levantadas por Freud, no que se refere à constituição do supereu – é possível falarmos, hoje, de um supereu diverso daquele que articulava uma consciência moral fundada na repressão das moções pulsionais? – e ao sentimento de culpa para o desenvolvimento da civilização.

Outros autores desenvolvem seus pensamentos sobre o modo em que se dão as relações singulares entre o sujeito, suas experiências e a cultura, numa sociedade – a contemporânea – em que a própria cultura pode ser um objeto de consumo; alguns outros versam sobre o impacto das mutações culturais das metrópoles sobre a subjetividade e sugerem possíveis norteadores a sustentar a cultura contemporânea, em sua diversidade de expressões e de movimentos de singularização, percorrendo espaços tão diversos como aqueles que caracterizam o mundo urbano.

O grupo editorial publica, ainda, um texto – espécie de homenagem a todos aqueles que pela ide passaram –, em que expressa seu pensamento acerca do lugar da cultura na teoria e na prática clínica, bem como da necessidade e do valor social da psicanálise,
reafirmando a linha editorial da ide, que explora as fronteiras do conhecimento, fronteiras nas quais se trançam psicanálise e literatura, e filosofia, e antropologia, e política, passagens que fazem circular idéias por entre territórios, enfim, campos em que a psicanálise se enfrenta com as coisas do mundo.

Assim, ao abordar a intersecção entre Psicanálise e Cultura, a questão das fronteiras se destacou, fazendo com que adquirisse sua potência de problemática. Se, de um lado, a manutenção do homem em fronteiras inflexíveis pode asfixiá-lo, de outro, as fronteiras móveis não lhe asseguram os alicerces fundados por modelos preestabelecidos, e ele se confronta com a arriscada travessia da criação. Ou, dito de outro modo, a abertura de fronteiras descortina a possibilidade do trânsito, do nomadismo, da imaginação, mas passa-se a correr o risco de apagar justamente aquilo que constitui um corpo coletivo de pensamento ao instituir o diferente em um contexto considerado homogêneo.

Conduzidos por essas observações, elegemos, para o próximo número, a temática Estrangeiro.

Jassanan Amoroso Dias Pastore


RESUMOS

Psicanálise e experiência cultural: Qual é a sua?
Antonio Muniz de Rezende

Na forma de um depoimento, o autor fala de sua experiência cultural em várias ocasiões e em vários países, tentando mostrar como no seu caso ela teve muito a ver com as "transformações em psicanálise", tanto do ponto de vista teórico como prático. O modelo subjacente é o do próprio Bion, considerado pelo autor um cidadão do universo, com uma inegável proposta de expansão do universo mental, com a ajuda de uma "psicanálise de verdade".

Palavras-chave
Cultura. Diálogo intercultural. História cultural. Inconsciente cultural. Revolução cultural.

Por uma crítica da economia libidinal
Vladimir Pinheiro Safatle

Este texto visa discutir o impacto de algumas modificações maiores nos modos de internalização da lei social e de socialização diagnosticados por Jacques Lacan e pela Escola de Frankfurt. Tal diagnóstico nos permitirá compreender o advento do que se convencionou chamar de"sociedades não repressivas"a partir de suas patologias específicas. Por outro lado, ele permitirá também desenvolver uma crítica ao horizonte
utópico, posto no conceito de "economia libidinal".

Palavras-chave
Dessublimação repressiva. Economia libidinal. Flexibilização. Sociedade de consumo. Supereu.

Publicidade, perversões, fobias
Maria Rita Kehl

O artigo pretende discutir possíveis dimensões do fetiche, em Freud e em Marx, na sociedade capitalista de consumo, em que o fetiche da mercadoria é um dos principais organizadores do laço social. Levanta-se a hipótese de ser o pânico adolescente uma resposta sintomática ao quadro atual composto por essa organização dos laços sociais em moldes fetichistas, pela desmoralização do Pai – como suporte da Lei – e pelo imperativo do gozo, expresso em significantes da ordem do no limits.

Palavras-chave
Fetiche. Laço social. Perversão. Publicidade. Sociedade de consumo.

A infância roubada: Uma reflexão sobre a clínica contemporânea
Myrna Pia Favilli
Bernardo Tanis
Maria Celina Anhaia Mello

Os autores pretendem desenvolver uma reflexão sobre as vicissitudes da infância na clínica contemporânea. Baseiam-se, para tal, em alguns conceitos provenientes da antropologia e da sociologia, que se ocupam do estudo de características próprias de nossa época, como a aceleração do tempo, o excesso de espaço e o excesso de interpretações. Utilizando idéias de transitoriedade, rapidez, não-pertinência, próprias dos "não-lugares", levantam a hipótese da infância atual, vista em nossas clínicas, entendida como um "não-lugar"dentro do tempo de vida. Os autores tocam no modo como a cultura atual atravessa a interioridade parental e se reflete nos processos de subjetivação, inculcando na criança a urgência de satisfação de aspectos narcísicos. Discutem como a infância perde sua especificidade de tempo lúdico, de tempo mágico, de pertinência às fantasias simbolizadas toda vez que essa urgência do "futuro adulto"atravessa o imaginário parental e se questionam sobre como pensar as angústias desses pais, frutos de outro tempo, de um tempo do brincar.

Palavras-chave
Adolescência antecipada. Clínica contemporânea. Cultura narcísica. Lugar da infância.

Solitude: Virando a solidão pelo avesso
Luci Helena Baraldo Mansur

Avaliada como uma conquista, a solitude, ou seja, a capacidade para ficar só de maneira positiva, em suas complexas injunções psicológicas e sociais, encontra-se diretamente relacionada à qualidade da sustentação emocional e das oportunidades culturais que nos são oferecidas, seja no início ou no decorrer da vida, no conjunto formado pelo ambiente familiar e pela sociedade em que vivemos.

Palavras-chave
Cultura. Psicanálise. Solidão. Solitude. Winnicott, D. Woods.

A dialética de Eros e o mal-estar na cultura hoje
Ronis Magdaleno Júnior

O presente ensaio tem como objetivo lançar um olhar psicanalítico sobre a cultura, refletir sobre a prática clínica contemporânea e o lugar do psicanalista dentro desta sociedade mutante e mudada em relação àquela na qual Freud escreveu e inscreveu sua obra. O autor se propõe uma reflexão sobre o que acontece na cultura a partir do século XX, visando expandir o alcance do método em relação ao novo sujeito que se apresenta nos consultórios de psicanálise. Partindo de dois grandes trabalhos de Freud sobre a cultura, Psicologia de grupo e análise do ego e O mal-estar na cultura, o autor propõe a tese que o homem ao invés de se destruir, como temia Freud, encontrou, enquanto espécie, uma saída que protege do aniquilamento à custa de um esvaziamento reflexivo que se expressa por um empobrecimento da linguagem, e que isola o sujeito dentro de seu narcisismo. As implicações clínicas desta mutação antropológica são exemplificadas através de material clínico.

Palavras-chave
Adolescente. Cultura. Pós-modernidade. Psicanálise.

Os sonhadores
Maria Helena de Souza Fontes

No filme Os sonhadores, Bernardo Bertolucci utiliza a linguagem do cinema para narrar o conjunto de atos concretos e fatos psíquicos, vivido pelos personagens, Mathew, Theo e Isabelle, em Paris, convulsionada por uma rebelião de jovens insatisfeitos com as estruturas sociais e educacionais sentidas como ultrapassadas. O filme poderia ser visto como uma ilustração clínica das teorizações de autores tais como Peter Blos, André Green, Raymond Cahn, Winnicott entre outros. Psicanalistas que trabalham com adolescentes têm a oportunidade de testemunhar a turbulência psíquica vivida por eles, no processo de construção da identidade, da aquisição da capacidade de se pensar como sujeito, liberta das identificações parentais ou grupais.

Palavras-chave
Adolescência. Individuação. Regressão. Subjetivação. Turbulência.

A alma nua: Lucian – e Sigmund – Freud
Eva Maria Migliavacca

A relação de parentesco entre o fundador da psicanálise, Sigmund Freud, e seu neto Lucian Freud, um dos grandes pintores do século XX, estimula a identificação de interseções e contrastes na apreensão que um e outro teve da alma humana; o primeiro expressando-se pelo uso da palavra e o segundo, por uma das mais antigas formas de arte, a pintura. Este texto contempla aspectos comuns entre Lucian e Sigmund, entrelaçando pintura e psicanálise, preservando a singularidade tanto do psicanalista como do pintor. A base das idéias expostas nasce da experiência analítica e do contato com a psicanálise, e o uso da obra do artista se constitui em um pretexto especial e inspirador para reflexões a respeito do ofício do analista e de condições psíquicas para a ação criativa.

Palavras-chave
Criatividade. Lucian Freud. Pintura. Psicanálise. Sigmund Freud.

Destinos
Marion Minerbo** & Any T. Waisbish, Débora S. Seibel, Eliane S. Muszkat, Fátima A. P. da Silva, José Antonio S. de Castro, Ludmila Kloczak, Maria Aparecida Rocha, Maria Beatriz S. Rouco, Remo Rotella Junior, Sibila A. M. de Almeida, Silvia M. Bracco, Simone W. Feferbaum, Sonia S. Terepins, Suzana K. Kruchin ***

Duas personagens de um filme de Érick Zonca – La vie rêvée des anges (1998) – foram objeto de escuta clínica. Assumindo integralmente a dimensão artística e literária da escuta analítica e da interpretação, os autores participam da obra de arte em exame: entram nos campos subjetivos aí operantes; reconstituem os estilos e padrões subjacentes de pensar, sentir, desejar e sofrer das duas personagens (suas metapsicologias); e oferecem sua capacidade de simbolização e verbalização às experiências de mundo de cada uma. O resultado é uma apresentação dramática do "material". A relação entre o plano fenomenológico e o metapsicológico das análises fica assim muito mais evidente do que seria possível em uma apresentação clínica convencional.

Palavras-chave
Destino. Escrita da clínica. Estruturas neuróticas e não neuróticas. Psicanálise e literatura.

Criações culturais: Norteadores éticos para a articulação entre indivíduo e sociedade
Maria de Lourdes Manzini-Covre

Nosso foco de reflexão considera a cultura como espaço de constituição, e de possível orientação, dos seres humanos – espaço de aquisição simbólica. A proposta é refletir sobre as dificuldades de se criar esse espaço possível entre indivíduo e sociedade e a vigência dos direitos humanos, discorrendo sobre a ética e a moral como norteadores desse espaço intrincado. Sobre a complexa configuração do que é ser humano, ensaiamos com Hegel e Freud. Enfocando os norteadores, compomo-nos com Ricoeur, sobre a ética (na intenção da vida boa, para si e em instituições justas). E com Spinoza, na ética de "bons encontros"consigo, com o outro e com a cidade, que supre uma potência de agir. Certeau ajuda-nos a dimensionar o espaço da "sabedoria prática e sabedoria popular", como um espaço de simbolização para os mais desprotegidos socialmente.

Palavras-chave
Criatividade. Cultura. Ética. Indivíduo. Sociedade.

Ethos e amizade: A morada do homem
Olgária C. F. Matos

O ensaio procura refletir sobre o ético como condição de enraizamento e pertencimento em um mundo compartilhado. Esta morada cria valores, laços afetivos de entre-reconhecimento dos homens, phylia e comunidade política.

Palavras-chave
Ética. Felicidade. Phylia. Política.

Documentos da cultura /documentos da barbárie
Jeanne Marie Gagnebin

A partir do texto As teses sobre o conceito de história, de Walter Benjamin, tenta-se descrever uma relação crítica e viva à cultura, em oposição a uma concepção reificante e fetichista de "bens culturais"como propriedade ou posse. Ressalta-se a importância de uma ética da transmissão, que não considera as obras do passado como substâncias imutáveis, mas como reservas de sentidos, muitas vezes encobertos e esquecidos, e de possibilidades de resistência e transformação que cabe ao presente reencontrar.

Palavras-chave
Cultura. Memória. Transmissão. Walter Benjamin

Sérgio Buarque de Holanda e essa tal de "cordialidade"
Lilia Moritz Schwarcz

Este artigo pretende refletir acerca dos complicados limites entre relações públicas e privadas na sociedade brasileira a partir de dois "pretextos fortes": a obra de Sérgio Buarque de Holanda – Raízes do Brasil – e o filme de João Moreira Salles – Entreatos – que trata da campanha eleitoral do presidente Lula. O texto analisa o tema da cordialidade e os problemas que surgem a partir de nossa relação frouxa diante da institucionalização. Por fim, o ensaio é resultado de um evento apresentado na Sociedade Brasileira de Psicanálise no momento em que o diretor João Moreira Salles apresentou o seu documentário.

Palavras-chave
Cordialidade. Relações públicas e privadas.

Fragmentos de sensibilidade contemporânea
Mariza Martins Furquim Werneck

A partir de manifestações estéticas diversas: um filme, alguns livros, um curso, entre outras, o artigo tenta refletir sobre a sensibilidade contemporânea e a dificuldades de partilhá-la em uma sociedade globalizada.

Palavras-chave
Dor. Experiência. Sensibilidade. Viver-junto.

O sacrifício: É preciso ver o que o artista preparou para nós
Cecilia Maria de Brito Orsini

Comentário ao debate que se seguiu à projeção do filme O sacrifício, de Andrei Tarkovsky, em que a autora observa as conseqüências para o psiquismo do trauma da ameaça de destruição nuclear, a partir de algumas análises da obra do cineasta e de revisões da noção freudiana da pulsão de morte.

Palavras-chave
Ameaça nuclear. Pulsão de morte. Psicanálise e cinema. Sacrifício. Trauma.

Do mal-estar das pobrezas
Fernando Paixão

Sendo o Brasil um país pobre, cuja população mal tem acesso aos meios de cidadania, é interessante observar e avaliar as diferenças existentes entre duas obras literárias que se debruçam para espelhar essa condição: Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, e Capão pecado, de Ferréz. Distantes no tempo por quase meio século, em verdade representam visões distintas da pobreza, sendo a visão de Carolina mais inocente e imediata, enquanto a visão do autor contemporâneo envereda por um grau de perversidade inexistente em sua antecessora. Sinal dos tempos ou da transformação da literatura?

Palavras-chave
Carolina Maria de Jesus. Ferréz. Literatura brasileira contemporânea. Pobreza. Sociedade brasileira.

Contradições da nova cidade
Ricardo Ohtake

A cidade moderna e a arquitetura moderna foram concebidas para apresentar áreas agradáveis por meio do uso de tecnologia concreta. Isso se perdeu quando a nova cidade dividiu todas as funções e pessoas, o que resultou numa maior dificuldade para a convivência.

Palavras-chave
Arquitetura moderna. Conflitos na cidade. Convivência. Espaço urbano. Técnica arquitetônica.

O sujeito (oculto) e a cidade: A arte de Wodiczko
Paula Rochlitz Quintão

Partindo da obra Vehicles, de Krzysztof Wodiczko, o texto analisa o cenário dos indivíduos homeless, apontando para a necessidade de vêlos como sujeitos dentro do espaço urbano.

Palavras-chave
Arte e urbanismo. Homeless. K. Wodiczko. Moradores de rua. Visibilidade.

Restos transferenciais
Adela Stoppel de Gueller

O texto trata do viés pelo qual Lacan analisa o caso do homem dos lobos, em 1952. Tomando as notas inéditas dessas aulas como cena originária que pode ser lida a posteriori, reflete-se sobre uma pergunta recorrente na obra posterior de Lacan: quais são os efeitos de uma análise? Levanta-se a hipótese de que o fato de o homem dos lobos ter se submetido a uma segunda análise - com Ruth Mack Brunswick -, na qual pôde trabalhar os restos transferenciais não liquidados da análise com Freud, incidiu na teorização de Lacan sobre o fim da análise, articulando essa questão ao desejo do analista. O homem dos lobos revela a Lacan a importância que esse segundo tempo de análise teve para pensar a incidência do desejo de Freud e compreender o laço transferencial que esse sujeito manteve até o fim de seus dias com a psicanálise.

Palavras-chave
Fim da análise. Homem dos Lobos. Lacan. Transferência.

Depois de Strachey
Adam Phillips

O autor e psicanalista Adam Phillips escreve sobre o planejamento e a recepção das novas traduções de Freud para o inglês.

Palavras-chave
História da psicanálise. Sigmund, Freud. Strachey, James. Tradução.


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