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Descrição:
Livremente inspirado na Odisséia, do grego Homero, Ulisses foi escrito pelo irlandês James Joyce quando vivia modestamente em Paris. Joyce passou alguns anos escrevendo sua obra-prima, hoje considerada um divisor de águas da literatura mundial. Existe um antes e um depois de Ulisses - o livro que criou formas inusitadas de expressão, que inaugurou uma nova linguagem, que inventou voz e estilo, e que por muito tempo, também por suas transgressões literárias, permaneceu censurado.
"Realmente tudo aconteceu naquele bendito dia 16 de junho de 1904", como bem observa a tradutora Bernardina da Silveira Pinheiro, que durante os últimos sete anos se dedicou integralmente à nova tradução de Ulisses. Joyce quis escrever simplesmente sobre tudo o que se passa na vida de um homem, em apenas um único dia. É o que narra Ulisses: a saga de Leopold Bloom por Dublin, a sua cidade natal. Mas afinal, tudo acontece mesmo, como pode acontecer, em apenas um dia: nascimento, morte, alegria, traição, prazer, menstruação, masturbação. Para o protocolo do início do século XX, contar tais intimidades era despudor indesculpável. O livro foi banido de alguns países e só em 1933, por exemplo, foi lançado nos Estados Unidos.
No Brasil, a Objetiva vai relançar o clássico moderno por excelência no dia 16 de junho de 2005 - o famoso Bloomsday, o dia em que Stephen Dedalus e seu amigo Leopold Bloom saem da Torre Martello para tocar a vida, sem pretensões, pelo menos sem grandes projetos. Personagem surgido no romance anterior de Joyce, Dedalus é um sonhador, imerso em considerações filosóficas sobre a carreira. Para Bloom, entretanto, naquele dia o que mais o atormenta é uma possível traição de Molly, sua mulher, que é cantora e na tarde daquele 16 de junho vai se encontrar com seu empresário Blazes Boylan.
A melhor definição de Leopold Bloom foi feita pelo próprio Joyce - "filho, pai, amante, trabalhador e cidadão, é ainda uma pessoa bondosa, humana, prudente, equilibrada, submissa, tragicamente isolada, astuta, cética, simples, não-reprovadora, com um exterior aparentemente maleável, mas com uma essência íntima inflexível, de auto-suficiência".
Para a tradutora Bernardina Pinheiro, Ulisses é uma extraordinária comédia humana. Nascida no Rio de Janeiro, em 1922, ela é professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Realizou pesquisas de pós-doutorado sobre a obra de James Joyce e, especificamente, sobre Ulisses, em Londres e em Dublin. Para esta tradução, ela manteve o mesmo registro coloquial do inglês usado por Joyce, tornando-a acessível ao maior número possível de leitores
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