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Livro: Formação da Literatura Brasileira - 12ª edição

 
 
 
Livro: Formação da Literatura Brasileira   -   12ª edição

 

Formação da Literatura Brasileira - 12ª edição

- comemorativa do cinquentenário da obra
Autor(es): 

Antonio Candido

Editora:  Ouro sobre Azul
Área(s): 

Letras / Literatura

ISBN: 9788588777316


Páginas:800 pág.


Preço: R$ 108,00
  Disponibilidade: Por encomenda - envio estimado em 9 dias úteis + prazo do frete

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Descrição:


LANÇAMENTO - 12ª edição
Comemorativa do cinquentenário do lançamento da 1ªedição da mais importante obra de Antonio Candido, totalmente revista pelo autor

Este livro estuda dois períodos de nossa literatura, Arcadismo e Romantismo, considerados pelo autor decisivos para a formação do que denomina sistema literário, isto é, a articulação de autores, obras e públicos de maneira a estabelecer uma tradição. Esta gera a continuidade, que dá à produção literária o caráter de atividade permanente, associada aos outros aspectos da cultura. Este modo de ver diverge da historiografia tradicional, porque adota como critério classificatório a constituição da literatura como atividade regular na sociedade, não como expressão de algum sentimento nacional.
No Brasil sempre houve a produção de textos importantes, desde Anchieta no século XVI. No entanto, segundo o autor, só a partir de meados do século XVIII começa a ser possível falar, não de obras isoladas, e sim do esboço de uma literatura propriamente dita. Portanto, o seu intuito não foi estudar toda a literatura do Brasil, mas os períodos durante os quais ela adquiriu o caráter de sistema, conforme a definição acima. A partir deles, a literatura passou a ser uma instituição da sociedade, não simples ocorrência de textos, por mais importantes que fossem, como são de fato, por exemplo, no século XVII os de Gregório de Matos (inéditos até o século XIX) e do padre Antonio Vieira; ou o de Rocha Pita na primeira metade do século XVIII.
Mas a concepção de sistema literário é a moldura, não o essencial do livro, embora tenha sido o que chamou a atenção dos críticos. O essencial é o estudo analítico das obras, que o autor procura abordar em leituras renovadoras para o momento em que o livro foi preparado e redigido, isto é, de 1945 a 1957. Por isso, embora nos pressupostos e no tratamento geral ele proceda como historiador da literatura, o que lhe interessou mais foi atuar como crítico, de capítulo a capítulo, focalizando cada obra e procurando estabelecer a sua correlação com as demais.


Veja essas páginas sobre a importância de Antonio Candido para a Livraria Resposta: Nossa proposta e agradecimentos  e Nossa inspiração
 


ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL O ESTADO DE S. PAULO - 1 de novembro 2009

Antonio Candido, entre livros, tarefas e amigos
Walnice Nogueira Galvão *

Há meio século, Antonio Candido, então com 41 anos de idade, lançava uma obra que se tornaria um clássico dos estudos acadêmicos no País: Formação da Literatura Brasileira. Sua 12ª edição, publicada pela editora Ouro sobre Azul e Fapesp (800 págs., R$ 90), chega às livrarias esta semana em um único volume - nas últimas décadas, vinha sendo editado em dois ou quatro tomos.

Voltado para o exame do arcadismo e do romantismo brasileiros, o livro combina a análise formal de cada obra com seu lugar no sistema literário nacional e sua relação com as literaturas matrizes - uma abordagem pioneira, que considerava ainda o público leitor. No artigo a seguir, Walnice Nogueira Galvão, da USP, parte do cinquentenário de Formação da Literatura Brasileira para traçar a trajetória intelectual de seu autor.


O lugar que Antonio Candido ocupa em nosso panorama intelectual é múltiplo. De saída, há que destacar seu papel como autor de uma reflexão básica para a criação de uma consciência sobre o País, de que é pedra angular, nas 800 páginas de sua mais recente edição, a Formação da Literatura Brasileira.

É nesse livro que Antonio Candido esmiúça o itinerário pelo qual, num país periférico como o nosso, a criação de uma literatura própria e "nacional" se faz através de um processo de adaptação de modelos. Depois do período inicial, e ainda colonial, em que os escritores tentam copiar ao pé da letra o que se faz na metrópole, eles superam a imitação, passando a criar obra própria e original, embora referida ao modelo importado.

A partir daí, o argumento se desenvolve no sentido de que tal formação pode ser vista como se, a certa altura, fosse comandada pelo desejo dos brasileiros de construir uma literatura que expressasse o País. Ao mesmo tempo, essa literatura deveria marcar sua diferença em relação à matriz, o que se faria mediante a adaptação. Até atingir tal maturidade, os escritores vão-se impregnando dos paradigmas que vêm da Europa e ajustando-os às condições locais, o que, paradoxalmente, vai dar resultados de extrema originalidade. Quando a literatura brasileira deixa de se referir a eles e passa a autoreferir-se, é que chegou ao ponto de maturidade. E o argumento seria depois estendido por outros estudiosos a diferentes ramos da cultura, como as artes visuais e cênicas.

Seus muitos livros analisam infatigavelmente esse processo, do ponto de vista da literatura comparada. Constante atenção à alta literatura e à alta cultura traz à baila outras literaturas nacionais, como a francesa, a inglesa, a italiana, a russa, a alemã. Não se pode elogiar demais o alcance de seu pensamento e a finura de sua erudição. Uma de suas grandes conquistas é a clareza da escrita, que sempre fez questão que fosse de máxima acessibilidade. Sendo autor de algumas das mais belas análises formais em estudos literários, é também aquele que erigiu em princípio condutor a meta de identificar no interior das obras o traço exterior reelaborado.

Sempre cuidou do que há de intrinsecamente literário nas obras, ou seja, seu cunho estético e sua especificidade enquanto arte, que não pode ser confundida com elucubração filosófica nem com documento histórico. Literatura é outra coisa, com instrumentos de investigação e domínio próprios: a linguagem e a forma a definem, não o conteúdo nem a referencialidade.

Apesar disso, nunca cancelou o contexto, procurando mostrar, já que literatura não é mero reflexo da realidade, como ele é filtrado em vários níveis de transfiguração.

Dotado de forte senso cívico, na vida de Antonio Candido figuram atividades tão variadas quanto as que vão enumeradas a seguir. A criação do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada na Universidade de São Paulo. A atuação na comissão de literatura do 4º Centenário de São Paulo, que integrou juntamente com Carlos Drummond de Andrade e Paulo Mendes de Almeida, premiando um poeta desconhecido que apresentou sob pseudônimo um poema intitulado O Rio: era João Cabral de Melo Neto. A presidência da Cinemateca Brasileira em mais de uma gestão. O planejamento do renomado Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo. A criação e coordenação do Instituto de Estudos da Linguagem, na Universidade Estadual de Campinas. O exercício de um mandato na Comissão de Justiça e Paz. Tudo isso, afora inúmeros outros cargos, conselhos de fundações e postos em várias comissões.

Com tanto trabalho, tantos alunos que formou e tantos milhares de páginas que escreveu, ainda achou tempo, desde cedo, para fazer militância política. Primeiro quando era estudante durante a ditadura Vargas, cujo término abriu-lhe a ocasião de entrar para a Esquerda Democrática, que dois anos depois se tornaria o Partido Socialista, sua arena de atuação por vários anos.

Com o advento da nova ditadura em 1964, Antonio Candido não mais cessaria seu ativismo. Concorreu para o salvamento de arquivos particulares de intelectuais de esquerda perseguidos. Escreveu sistematicamente para a imprensa de oposição e lutou pela anistia, pela reintegração dos cassados e pela redemocratização. Ajudou a criar a Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo, de que foi o primeiro vice-presidente. Foi durante a Abertura política que Antonio Candido se tornou membro da Comissão de Justiça e Paz, criada por d. Paulo Evaristo Arns. Compareceu nesses anos a inúmeros comícios e atos públicos. Posteriormente, escreveria vários prefácios a livros de memórias de militantes políticos, ex-presos e exilados, dando seu testemunho.

Como em certa fotografia, aliás célebre, a amizade entre Antonio Candido e seu grupo da revista Clima tornou-se proverbial. Sabe-se das alianças fraternas e de projeto intelectual de Antonio Candido com seus companheiros de geração na Faculdade de Filosofia da USP. Nos 16 números que a revista, produzida por jovens no verdor dos 20 anos, tirou entre 1941 e 1944, definiram-se vocações e perfilaram-se carreiras. Futuros professores da USP e socialistas, ninguém ignora quem são eles; e seus livros foram amplamente lidos. Antonio Candido veio a ser crítico literário; Paulo Emílio Salles Gomes, estudioso de cinema; Decio de Almeida Prado, analista de teatro; Gilda Rocha de Mello e Souza sobressaiu na estética; Rui Coelho, na antropologia. E Lourival Gomes Machado, no campo das artes plásticas, seria um dos reveladores do barroco brasileiro e idealizador tanto da Bienal de Arte de São Paulo quanto do Museu de Arte Moderna.

Fora do cenáculo de Clima, dois de seus particulares amigos seriam Sérgio Buarque de Holanda e Florestan Fernandes. O primeiro é autor de Raízes do Brasil, que Antonio Candido prefaciaria em futura edição. É ali que o equipara a Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, e a Formação do Brasil Contemporâneo, de Caio Prado Jr., integrando uma trindade que, segundo ele, fez sua geração adquirir uma noção de Brasil, vincando os anos 30. Coisa que todo mundo passaria a repetir. Logo assinariam juntos a ata de fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980. Depois, editaria Capítulos de Literatura Colonial (1991), a partir de inéditos deixados inconclusos pelo historiador. Organizaria um seminário póstumo, do qual resultou um livro preparado sob sua coordenação, Sérgio Buarque de Holanda e o Brasil (1998). Quanto a Florestan, aproximou-os, inicialmente, a posição em que ambos se encontraram como assistentes de Fernando de Azevedo, na cadeira de Sociologia. Sendo ambos de convicções socialistas, a amizade passou por muitos percalços, como a perseguição da ditadura a Florestan, o qual, expulso de seu cargo na Faculdade de Filosofia, teve que sair do País. Quando da abertura do final dos anos 70, participariam conjuntamente de várias atividades. Mais tarde, Antonio Candido trabalharia para a candidatura, afinal vitoriosa, de Florestan a deputado federal pelo PT, de que resultou uma esplêndida atuação do novo parlamentar, coerente com sua índole combativa, em dois mandatos sucessivos. Uma tal amizade consubstanciou-se em vários estudos que Antonio Candido escreveria sobre o amigo, os quais, reunidos, renderiam um livro inteiro, com o singelo título de Florestan Fernandes (2001).

Assim, entre o trabalho da escrita, tarefas cívicas e amigos têm transcorrido os 91 anos de vida deste intelectual ímpar, autor de um clássico cujos 50 anos celebramos.


* Walnice Nogueira Galvão, professora titular de Teoria
Literária e Literatura Comparada na USP, foi aluna e depois primeira assistente de Antonio Candido durante toda a carreira. É autora de Euclidiana: Ensaios Sobre Euclides da Cunha (2009), entre outros títulos


 



 
ENTREVISTA DE ANTONIO CANDIDO SOBRE
A FORMAÇÃO DA LITERATURA BRASILEIRA 

FOLHA DE S. PAULO - São Paulo, quinta-feira, 09 de novembro de 2006





O formador

Antonio Candido , que influenciou gerações de críticos, relança seu clássico "Formação da Literatura Brasileira" e defende o rigor e a clareza do pensamento

Por RAFAEL CARIELLO


O filósofo Paulo Arantes e o crítico Roberto Schwarz estão entre os que chegam a comparar sua importância na crítica literária e no pensamento social brasileiro à de Machado de Assis na literatura. Walnice Nogueira Galvão, professora titular de literatura na USP, considera que o paralelo ainda não expressa a estatura de Antonio Candido, 88.
Professor de gerações dos mais importantes críticos literários e culturais do país, Candido acompanha há dois anos a reedição de seus livros pela editora Ouro Sobre Azul, projeto coordenado por sua filha Ana Luisa Escorel.
No final deste mês, chega às livrarias do país a principal obra de Candido, "Formação da Literatura Brasileira". Editado pela primeira vez em 1959, o livro procura dar conta da formação de um "sistema literário" no país, nos séculos 18 e 19, a partir da assimilação de influências estrangeiras, cada vez mais filtradas pela constituição de um conjunto mais denso de obras, de autores e de um público leitor no Brasil.
Já ali aparecia a articulação sofisticada entre sociedade e literatura, marca do crítico. Por conta desta capacidade de análise, os escritos de Candido também deram contribuições decisivas à compreensão da sociedade brasileira.
Na entrevista a seguir, Candido fala de alguns aspectos de seu trabalho, como a forma da relação entre condições sociais e obras literárias, e a simplicidade e clareza de sua escrita.
O professor aposentado da USP respondeu às questões em oito páginas datilografadas. Ele diz que prefere não usar vocabulário técnico ou conceitos sociológicos por, "no fundo", não gostar "de termos difíceis, como os que predominaram no tempo da moda estruturalista".
"Freqüentemente eles são um jeito de dar aparência profunda a coisas simples", declara.
Ele afirma privilegiar a "organização interna" dos textos, e diz que o estudo da relação entre a obra e o meio social deve ser feito apenas quando "o texto assim exige".

FOLHA - O sr. usa como epígrafe de seu livro "O Discurso e a Cidade" uma frase de Calvino, em que o escritor italiano diz que não se deve confundir a cidade com o discurso que a descreve, embora haja sempre uma relação entre ambos. É possível dizer que essa relação (e as formas dessa relação) entre sociedade e literatura está no centro da sua obra e é o que a move?
ANTONIO CANDIDO -
De uma parte do que escrevi, sim. Esta frase serve de epígrafe à primeira parte do meu livro, que trata de romances vinculados à realidade social. Ela precisa ser completada pela da segunda parte, que analisa textos marcados pela fantasia, de um ângulo não-realista, e é uma frase de Verdi: "Copiar a realidade pode ser uma boa coisa; mas inventar a realidade é melhor, é muito melhor". Um conceito completa o outro, ambos registrando os pólos da criação literária e, portanto, do trabalho analítico, o que me levou a optar pelo que denomino "crítica de vertentes", ou seja, ajustada à natureza do texto e privilegiando a sua organização interna, não os vínculos externos. Não se trata, portanto, de impor nem rejeitar em princípio o estudo da relação entre a obra e o meio social, mas de praticá-lo quando o texto assim exige. Em geral tenho sido caracterizado com base na posição que assumi no começo da minha atividade, quando era crítico deste jornal e escrevia artigos não só privilegiando a dimensão social, mas, sobretudo, muito politizados. Com o tempo acho que equilibrei melhor os meus pontos de vista, mas conservei o interesse pelos nexos sociais da literatura. Quando se trata destes, procuro não fazer análises paralelas, isto é, descrever as condições sociais e depois registrar a sua ocorrência no texto, o que pode levar, por exemplo, a encarar a criação ficcional como um tipo de documento. Isto pode ser legítimo para o sociólogo ou o historiador, não para o crítico. O que procuro é, quando for o caso, compreender como o dado social se transforma em estrutura literária.

FOLHA - O modo de abordar essa relação já estava plenamente desenvolvido pelo sr. quando escreveu "Formação da Literatura Brasileira" ou há diferenças e desenvolvimentos entre esse livro e os ensaios que escreveu nos anos 60 e 70, como aqueles sobre "O Cortiço" e "Memórias de um Sargento de Milícia"?
CANDIDO -
O preparo de "Formação", publicado em 1959, durou 12 anos, entre outros trabalhos. Um dos meus pressupostos era que a literatura é sobretudo um conjunto de obras, mais do que de autores ou fatores. No caso brasileiro, me pareceu que a análise das obras em perspectiva histórica deveria atender tanto à singularidade estética de cada uma quanto ao seu papel na formação da literatura como instituição regular da sociedade. Tratava-se, portanto, de averiguar quando a conhecida trinca interativa "autor-obra-público" se definiu e se prolongou no tempo pela "tradição", constituindo um "sistema", em contraste com as "manifestações literárias" precedentes. Isso me parece ter ocorrido mais ou menos entre 1750 e 1880, entre as Academias de meio-século e Machado de Assis. Por isso delimitei como campo de estudo a Arcádia e o Romantismo.
Eu já tinha publicado ensaios sobre o romance como expressão de classe e do momento, mas esses ensaios não focalizavam a estrutura, como os que menciona. De fato, eu não tinha ainda percebido com clareza que o essencial no tocante às relações da ficção com a sociedade era demonstrar (não indicar apenas) de que maneira as condições sociais são interiorizadas e se transformam em estrutura literária, que pode ser analisada em si mesma. É o processo que denominei "redução estrutural". Por outro lado, ainda não tinha refinado a análise de textos poéticos.
Creio que o longo trabalho de preparo da "Formação" me amadureceu em ambos os sentidos, podendo-se tomar como eixo os anos de 1959 e 1960. Foi a partir de então que preparei muitas análises de poemas para os meus cursos, algumas das quais estão em "Na Sala de Aula" e em outros livros. Foi também naquela altura que publiquei o primeiro ensaio do tipo a que se refere, sobre estrutura literária e função histórica, analisando o "Caramuru", de Santa Rita Durão.

FOLHA - Há uma característica interessante em sua obra que é a de não fazer uso direto e transplantado de conceitos sociológicos, de teoria literária ou de filosofia na análise das obras. O raciocínio é exposto com clareza e sem uso de recursos "esotéricos" ou "técnicos". Isso foi uma decisão consciente desde o início do seu trabalho? O que o levou a fazer essa escolha?
CANDIDO -
Não há razão para evitar os termos técnicos quando são necessários, mas sempre que possível prefiro usar a linguagem corrente. Digamos que é mais um modo de ser do que uma decisão. Quando era moço li um livro do antropólogo inglês Evans-Pritchard que me confirmou nesta tendência. Ele dizia que a antropologia não é ciência, mas disciplina humanística, de modo que deve usar a linguagem comum. Foi o que procurei fazer quando era assistente de sociologia, à qual estendi o conceito, e foi o que sempre fiz nos estudos literários. Além disso, tenho o hábito didático de ser o mais claro possível, reconhecendo que isto pode ser fator de deficiência, pelo risco de simplificação indevida.


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Livro: Formação da Literatura Brasileira - 12ª edição  
 
 
   
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